118 Dias – Gael García Bernal em um intenso filme político

118 Dias tem tema político dramático e uma direção estreante surpreendente (Texto de nossa correspondente Samantha Mahawasala) O filme é baseado no livro best-seller Then They Came for Me: A...

118 Dias tem tema político dramático e uma direção estreante surpreendente

(Texto de nossa correspondente Samantha Mahawasala)

O filme é baseado no livro best-seller Then They Came for Me: A Family’s Story of Love, Captivity, and Survival (Então eles vieram me buscar: uma história familiar de amor, de cativeiro e de sobrevivência), e conta a história de Maziar Bahari, um jornalista iraniano com cidadania canadense, interpretado por Gael García Bernal.

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Maziar Bahari se despede da mulher grávida e volta ao Irã para cobrir as eleições de 2009. Mahmoud Ahmadinejad é reeleito sob a suspeita de fraude na contagem dos votos. Os membros do partido da oposição vão às ruas protestar a vitória e enfrentam forte violência. Como testemunha, Mazi filma os acontecimentos para a BBC – e é aí que começam os problemas do jornalista, que é levado da casa de sua mãe por policiais iranianos.

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É uma estreia surpreendentemente boa de Jon Stewart como diretor, que confessa que a vontade original de fazer o filme veio por se sentir parcialmente culpado pelo o que aconteceu com Bahari em Teerã, já que em 2009 ele liderava o programa norte-americano The Daily Show with Jon Stewart, caracterizado por suas sátiras políticas – foi exatamente uma dessas sátiras que ajudou a incriminar Mazi.

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Jon Stewart no set de filmagens

O título original, Rosewater, ou “água de rosas”, se refere ao forte perfume que o interrogador e torturador de Maziar usava. Por aqui o filme ganhou o nome de 118 Dias, que é o tempo que o jornalista passa encarcerado no Irã.

Para alguns brasileiros, a disputa política iraniana retratada no longa pode provocar alguma reflexão sobre a nossa própria situação política. O filme mostra parte de um povo marginalizado, que vota na oposição porque “não é Ahmadinejad”, mesmo sabendo que Mussavi, se fosse eleito, iria cortar o auxílio financeiro dado aos mais pobres. “O governo dá dinheiro para o meu irmão fumar ópio o dia inteiro”, diz um personagem do filme, que faz parte de um povo que se considera instruído somente por ter acesso à mídia e à verdade, mesmo que de forma ilegal, e quer lutar para que seu voto seja válido.

O filme conta ainda no elenco com as atrizes Shohreh Aghdashloo (A Instituição, A Casa do Lago, Casa de Areia e Névoa) e Golshifteh Farahani (A Pedra da Paciência, Rede de Intrigas) e estreia dia 5 de Março no país sob a distribuição da Diamond Films.

Até a próxima.

(Texto de nossa correspondente Samantha Mahawasala)

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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