[CRÍTICA] 12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição: tiro, porrada e bomba!

Terceiro filme da franquia Uma Noite de Crime muda de nome e investe em algo mais visceral para atrair espectadores, além de apostar no visual da violência Em uma distopia não...

Terceiro filme da franquia Uma Noite de Crime muda de nome e investe em algo mais visceral para atrair espectadores, além de apostar no visual da violência

12-horas-para-sobreviver-o-ano-da-eleicao-1Em uma distopia não tão distante das possibilidades da nossa realidade (que algumas pessoas nunca assistam esse filme, obrigado, de nada), 12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição é uma continuação mais visceral do sucesso Uma Noite de Crime, estrelado por Ethan Hawke em 2013. Para quem não conhece, os primeiros filmes focaram mais na violência descabida do ser humano – e como assistimos tranquilamente nossos irmãos de espécie matar, torturar e perpetrar outras indignidades assassinas. Depois de uma senhora crise, novos pais fundadores dos Estados Unidos têm a solução para a falta de dinheiro: 12 horas onde a polícia olha para o lado e todo e qualquer tipo de crime é permitido. Quer matar? Pode. Quer torturar? Liberado também. Estuprar, destruir, roubar… O expurgo, como é conhecido na trama, ajuda a controlar o crescimento da população e a enriquecer os bolsos das companhias de seguros.

A senadora Charlie Roan (Elizabeth Mitchell) viu seus pais e irmão serem assassinados em uma noite de crime há 18 anos e agora quer acabar de vez com a farra. Claro que a facção responsável há mais de 20 anos pelo expurgo, de cunho religioso e controlando a massa tão bem, não iria concordar com tal ideia. E vão aproveitar a noite de crime desse ano para eliminar a senadora e calar as vozes de quem concorda com ela. É nesse cenário que entra Leo Barnes (Frank Grillo), um segurança privado que fará de tudo para manter sua cliente a salvo – e que participou do segundo filme.

O maior diferencial de 12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição dos demais filmes da franquia é que aqui exploram a política por trás das noites de crime. E faz sentido! Nisso, é tremendamente visceral e tão crível que é melhor esconder essa película de determinados líderes políticos… Caso a ONU e demais agências resolvam virar o rosto…

Vontade de estourar uns miolos todo mundo tem. Faz parte de ser um ser humano e, se viéssemos com bula, estaria lá: PROPENSO A VIOLÊNCIA EXTREMA. As grandiosas lutas dos gladiadores em Roma fazia o papel da noite de crime, só que delimitava os personagens e o espaço, enquanto o resto da população rugia e bradava nas arquibancadas, se regojizando no sangue e na violência fortuita ministrada pelos lutadores. Essa era uma experiência catártica, onde, por meio dos outros, era possível expurgar a violência de dentro de si e sair do Coliseu de alma limpa e lavada – sem sangue nas mãos. E sim, essa era uma prática rentável.

12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição traz essa prática para os dias atuais com um plus: o controle populacional. Quem pode pagar por proteção, sistemas de segurança e armamentos respira aliviado e assiste com o mesmo prazer que os antigos romanos a “esbórnia assassina” pelas ruas da cidade. Já os pobres, que precisam de ajuda do governo com programas assistenciais e, portanto, dinheiro… Bom, esses são os primeiros a morrer.

As mortes aqui recebem uma roupagem dramática e orquestrada com cuidado. Como só há uma noite dessas por ano, as pessoas seguram seus ímpetos e acumulam uma verdadeira miríade de sentimentos e vontades, tornando a ocasião um verdadeiro espetáculo. As roupas, os acessórios, as armas e os métodos são bem montados. Isso acaba dando uma roupagem até mesmo exagerada, lembrando muito os movimentos das enfermeiras de Silent Hill (2006), com expressões meio stop motion:

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Pegaram a vibe?

Apesar de deixar um clima meio forçado, a estética é muito bonita. As pessoas têm realmente um cuidado com os preparativos e dão mais do que um show de horrores, dão um espetáculo de qualidade ao matar um completo estranho… Ou aquela inimizade que guardou especialmente para essa noite. Inclusive, em uma forma de render ainda mais dinheiro, é criado o “turismo assassino”, onde pessoas veem de todo canto do mundo para matar impunemente nas ruas americanas. E claro, eles usam e abusam das fantasias, máscaras e tudo o mais.

O elenco conta com Mykelti Williamson como Joe, um dono de um mercadinho que precisa cuidar de seus bens durante essas 12 horas junto com seu funcionário Marcos (Joseph Julian Soria). La Pequeña Muerte, ou simplesmente Laney (Betty Gabriel),uma mulher boa de briga que não hesita em matar quando necessário, acabam esbarrando com Roan e Leo e são escalados para ajudar a combater o partido do expurgo e garantir que a senadora saia viva dessas 12 horas de crime.

O filme é surpreendentemente bom, com bons efeitos, atuações interessantes e faz o que se propõe: divertir. 12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição já está nos cinemas. Leve sua pipoca, sua machadinha, ops, e boa diversão!

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