23º Bienal Internacional do Livro de São Paulo

A 23º Bienal Internacional do Livro de São Paulo começou dia 22/08 e acabou dia 31/08. A estimativa é que de 720 mil pessoas visitaram o Anhembi, mas quem foi...

A 23º Bienal Internacional do Livro de São Paulo começou dia 22/08 e acabou dia 31/08. A estimativa é que de 720 mil pessoas visitaram o Anhembi, mas quem foi tem a sensação de havia muito mais gente.

Os problemas começaram já na entrada: com transporte gratuito nas estações Tietê e Barra Funda do metrô, a fila, na primeira, era gigantesca (visitei a feira dia 30/08). Virava a esquina e continuava. Um terror. Lá se foi uma boa meia hora – não contei no relógio: recusei-me -, intercalada com o calor (graças a Deus) e a tagalerice de crianças reclamando da demora. Ok, ok, primeira etapa conquistada.

Pegar a credencial foi tranquilo e entrar mais ainda. Munida com a plaquinha pendurada no pescoço orgulhosamente pisei no tapete da Bienal. E quase fui atropelada. Isso aconteceria mais vezes durante o dia.

O local é imenso, então, obviamente, tinha mais estande do que puta no Ipiranga (ou qualquer outro lugar que tenha putas). Massss, como eu amo livros aguentei firme e forte e comecei o passeio.

Não dava para entrar em alguns estandes. Ou as filas eram gigantescas (como Rocco, Editora Record) ou simplesmente não cabiam mais pessoas no local. Em alguns lugares tentamos desafiar a lei de Newton, aquela que fala que dois corpos não ocupam o mesmo lugar. Fail. Não rolou. ‘Bora para o próximo estande!

Os preços no geral eram bem atrativos: desde 3,00 (que tinha que camelar muito para achar) até os mais caros (como uma coleção sonho de Sherlock Holmes, que a pobreza crônica e um cartão de crédito estourado me impediram de comprar), quem tinha dindim no bolso deitou e rolou. Livros infantis, de fantasia, de humanas, de direito, de esquerdo, de religião, de ateu, nacional, internacional e tudo mais que você possa imaginar. O problema residia em achar os livros. Enquanto alguns ficavam na cara dos devoradores de livros, quem gosta de fuçar e procurar títulos mais alternativos e fora da mídia se lascou. Começando por mim.

A organização dos estandes era sofrível. Perguntar para atendente? Ok tenta achar um. Enquanto na Rocco, na Record e na Martins Fontes os funcionários eram super acessíveis e muito educados, em outros lugares como Saraiva, Melhoramentos e outras tantas pequenas que nem me lembro mais, achar alguém para perguntar era o maior desafio. E quando achava tinha que disputar atenção com mais quinhentas pessoas.

Mesmo com todos os entraves aproveitei muito. Quem tem paciência em procurar encontrou muitos livros bons e baratos. E coloca baratos nisso! Na Escala os preços estavam ótimos, com descontos bacanas e muita variedade. Detalhe: tudo organizado! Olha o livro mara que comprei pela bagatela de 10,00 reais!

Mesmo em editoras mais caras os livros estavam com valores incríveis. O resumo do dia: dois livros novos, uma baita de uma dor nos pés, milhares de endorfinas liberadas pelo cheiro dos livros e ansiosa pela próxima edição do evento.

Ps. Lembra aquela fila enorme para chegar? Na volta também. Gigante. Com organizadores gritando para corrermos senão perdíamos o lugar (literalmente correr), porque tinha um pessoal que estava furando fila (pessoas assim deveriam ir para o inferno, sinceramente).

Até a próxima Bienal! Enquanto isso vou poupar para as futuras comprinhas: sair de lá só com dois livros foi de matar. Até agora estou morrendo por dentro por todos os títulos que deixei nos estandes…

Au revoir!

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