A Casa da Colina – Um quase “clássico” de 1999

Una-se aos espíritos vingativos nesse filme antigo, mas que sempre vale assistir mais uma vez! A Casa da Colina é antiguinho: de 1999. Com o Capitão Barbossa, ops, Geoffrey Rush,...

Una-se aos espíritos vingativos nesse filme antigo, mas que sempre vale assistir mais uma vez!

A Casa da Colina é antiguinho: de 1999. Com o Capitão Barbossa, ops, Geoffrey Rush, e Jean Grey / Famke Janssen, o longa retrata as mazelas de estranhos convidados a uma festa de aniversário em um manicômio desativado. Você pode se perguntar: em um manicômio?

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Steven Price (Rush) é um magnata dono de parques de terror. Ele e sua esposa Evelyn (Famke) não se dão bem: uma das particularidades do filme é a troca incessante de farpas entre ambos. Evelyn decide comemorar seu aniversário na Casa da Colina, como o Instituto de Psiquiatria para Criminosos Vannacutt passou a ser conhecido. Abandonado há décadas, o espaço foi palco de inúmeras barbáries. Sabe aquelas histórias terríveis sobre torturas em pacientes, experiências e mortes escabrosas em sanatórios? Pois é. O Doutor Vannacutt pode ser chamado de mestre na arte de torturar insanos.

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Munido com o bigodinho cafona a lá Hitler, Vannacutt era considerado um médico brilhante e humanitário. Em algum momento o capiroto deve ter baixado no homem, porque, por conta das atrocidades cometidas o termo “humanitário” está longe de ser correto! Os internos se rebelam e matam todos. E nunca mais o sanatório foi ocupado com sucesso.

O problema começa quando a lista de convidados de Evelyn é alterada por uma força do mal e pessoas desconhecidas, sem aparente ligação, batem na porta do hospício.  A partir deste momento coisas estranhas acontecem e todos são impossibilitados de escapar do lugar. Sempre com espasmos de comicidade, o personagem de Rush lança um desafio: quem sobreviver para ver o sol mais uma vez ganha a bolada de 1 milhão de dólares! Como se a sua vida não fosse incentivo suficiente, ah! Este cheque com certeza adoça tudo!

Os convidados misteriosos são: Sara (Ali Larter – Heroes e Premonição), Eddie (Taye Diggs – Day Break, Private Practice), Melissa (Bridgette Wilson – Mortal Kombat), Donald (Peter Gallagher – The O.C) e Carl (Max Perlich – Bullet). Um a um os convidados são acometidos pelas loucuras dos fantasmas dos antigos médicos e pacientes. E, enquanto desvendam os motivos para estarem ali, tentam sobreviver. O que não é fácil. Apesar de espíritos não serem corpóreos, o desafio de combatê-los é bem complicado.

Jean, ops, Evelyn, gosta de tocar o terror!

Os efeitos são bem simples: nada muito rebuscado, principalmente por este nem ser o intuito do filme. O clima de tensão é arquitetado na base da atuação e sonoplastia. O que dá muito certo. O time de atores escolhido para protagonizar o longa é bem competente. Pudera: com Rush no elenco tudo passa a ter uma nova interpretação. A direção, que ficou por conta de William Malone, responsável também pelos filmes Scared to Death (1981), Creature (1985), FeardotCom (2002) e Parasomnia (2008), merece destaque. Com cortes e tomadas precisas, as cenas se entrelaçam e compõe um bom filme para assistir.

A Casa da Colina é um remake de um filme de mesmo nome, de 1963. Baseados no romance The Hauting of Hill House, de Shirley Jackson, o original (de William Castle), não deixa clara a presença de fantasmas no antigo sanatório, algo que Malone faz questão de mostrar.

A imagem é péssima, mas mesmo no filme é "ruinzinha": a cena aparece pela filmadora de um dos convidados

O filme foi indicado no Blockbusters Movie Awards pelas interpretações de Famke Janssen e Taye Diggs. E foram merecidas indicações. Famke está ótima como a esposa entediada e odiada e Diggs é responsável por uma das cenas mais cômicas do filme. Terror sem sarcasmo não é terror de qualidade, hahahaha!

A Casa da Colina ganhou uma sequência. Para uns, melhor que o primeiro. Mas as opiniões são bem controversas quanto a sua qualidade. Mas isso fica para um próximo post!

Até a próxima.

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