CRÍTICA | A Chegada – Será que merecemos descobrir vida fora da terra?

A Chegada estreia dia 24 nos cinemas com um roteiro de pirar a mente Será que somos os únicos seres vivos neste universo? Será que merecemos saber se existe vida...

A Chegada estreia dia 24 nos cinemas com um roteiro de pirar a mente

a-chegada-sony-dennis-vileneauve-1Será que somos os únicos seres vivos neste universo? Será que merecemos saber se existe vida além da Terra? Será que somos observados por outras vidas e talvez a humanidade ainda não mereça o contato? Ou será que chegamos no momento certo para receber uma visita inesperada? Estes são alguns questionamentos de A Chegada, o novo longa dirigido por Dennis Vileneauve.

Com um roteiro a princípio confuso, conhecemos de cara parte da trágica historia da Doutora Louise (Amy Adams), uma especialista em idiomas, linguística e traduções. Em paralelo, as naves chegam na Terra e Louise é chamada pelos militares americanos. Ela se une a Ian Donnelly (Jeremy Renner), um cientista empolgado – até demais – com o que está acontecendo por aqui. Juntos, eles tentam decifrar os estranhos emblemas apresentados pelos extraterrestres enquanto Louise corre contra o tempo para criar uma metodologia de tradução das “falas”.

Os militares obedecem as ordens do Coronel Weber (Forest Whitaker), um homem pressionado pelo governo americano e principais líderes mundiais para descobrir se a presença das naves poderão ocasionar um massivo ataque global. É neste clima de tensão e medo que A Chegada é estabelecido.

Com o caos internacional instituído, os doze países/cidades criam bases de acesso às naves com o objetivo de obter a maior quantidade possível de informações. Todos os dados são trocados entre eles. Surge então um movimento separatista entre os governos que leva toda ação pacifista ser compreendida como um risco. Assim, o elemento“tempo” perde o sentido em um roteiro que se desenrola de forma surpreende, original e assustadora. Agora não mais nos preocupamos em saber se as naves são uma ameaça, pois a verdadeira mensagem está por trás de uma simples pergunta: “Qual é o seu propósito aqui?”, cujo sujeito é o grande mistério do longa.

Intrigados? A Chegada é um filme que dá nó na cabeça de qualquer espectador. É muito difícil elaborar uma crítica sem dar os famosos e temidos spoilers. O que podemos garantir é que este longa é de tirar o fôlego e é capaz de te deixar horas e horas em crise existencial. A forma como as respostas e compreensão do enredo surgem, não sentimos alívio, e sim  medo. Medo do novo, medo da morte, da vida e da auto-crítica explícita sobre uma humanidade forjada no egocentrismo. Surge a sensação de impotência. Pelo visto, não somos nada perante o nosso universo nunca desbravado e ainda temos muito o que aprender e evoluir. E lembra da trágica história pessoal de Louise? Esta é a chave de tudo.

A exposição da fragilidade humana e da incompetência da nossa mente de lidar com o novo é a deliciosa cereja do bolo deste filme. Permita-se se sentir questionado, duvidado e pior: estremecido com A Chegada. Vileneauve e o roteirista Eric Heisserer já merecem o careca dourado.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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