A Comédia Divina mostra que até Deus duvida que o Diabo seja tentador

A Comédia Divina declara guerra entre Deus e o Diabo de forma inquietante e cômica Baseado no conto de 1884, de Machado de Assis, ” A Igreja do Diabo“,...

A Comédia Divina declara guerra entre Deus e o Diabo de forma inquietante e cômica

Baseado no conto de 1884, de Machado de Assis, ” A Igreja do Diabo“, a nova comédia nacional – que é Divina (risos) – invade o cinema com uma discussão interessante: o conflito entre o céu e o inferno. Murilo Rosa, absurdamente bem como o Diabão Diabólico Endemoniado™, encarna o capiroto e surge na Terra para causar: ele abre uma igreja própria onde seus fiéis podem pecar sem medo de serem condenados.

Em contra partida, Deus (Zezé Motta), deixa claro que suas intenções podem não dar muito certo. Mas “apoia”, de certa forma, que Lúcifer siga sua empreitada sem receio de um possível tombo irremediável.

O Diabão, cheio de confiança em seu plano, encanta a jovem jornalista Raquel (Monica Iozzi) a ajudá-lo com sua igreja. Na real, a moça já tem em sua personalidade um elemento chamado ganância que, com a chegada do galanteador tinhoso, só piora e a faz cair em tentação.

Tentação é a palavra

O longa, apesar de cômico e com personagens exagerados (maneirismos e visual), propõe uma discussão sólida sobre o arquétipo religioso da humanidade que crê em Deus e a formação bíblica da nossa existência. Porque caramba só quem não se rende às tentações se dá bem? Os pecados capitais invadem a tela em questionamentos e situações engraçadas, tentando mostrar quem nem tudo que é considerado pecaminoso de fato faz mal ou muda a índole do “pecador”.

Mas toda tentação tem um preço…

A Comédia Divina consegue propor uma indagação, por meio do sucesso do Diabo, sobre a humanidade precisar sim de limites e “regras”. E reforça que existe sim um conjunto de atitudes que não nos deixam em uma posição de privilégio e que toda tentação, consumida em exagero, tem sérias consequências.

Com quem mais o Belzebu apronta? 

Thiago Mendonça é Lucas, um jovem apaixonado que ainda não se recuperou do término de seu namoro com a Raquel. Ao vê-la se entregando ao Príncipe das Trevas, Lucas batalha para que a sanidade e boa alma da jovem sejam resgatadas das garras do Satã. Ele é o mocinho da história, apesar do tinhoso conquistar a audiência do cinema. Ao lado dele, Dalton Vigh interpreta Mateus,  um apresentador salafrário que só quer saber de fanfarras sexuais, além de manter o seu emprego. Mas as coisas desandam para o moço. Lucas, Raquel e Mateus quase formam um triângulo amoroso se não fosse pela presença do capeta sedutor.

Vale a pena?

SIM! O diretor Toni Venturi entrega um filme inofensivo, divertido e que ainda conta com a grande dúvida do homem de ser bom ou mal. De ser pecador ou não. De arregaçar na vida em terra sem consequências ou não, deixando uma mensagem bem clara e lúdica sobre o conceito de céu e inferno. E vale ressaltar que: tudo isso, sem agredir e polemizar religiões, crenças e fé. É uma comédia.

Além disso, A Comédia Divina, conta com belíssimas frases vindas da mente de Machado de Assis muito bem introduzidas pelos roteiristas José Roberto Torero e Caroline Fioratti. E assistir a diva Zezé Motta como Deus é uma experiência única!

O longa estreia dia 19 de outubro nos cinemas e vale aquele baldão gigante de pipoca! Abaixo você confere as nossas entrevistas exclusivas com o elenco e o diretor.

Küsses,

Comente via Facebook!
Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

Categorias
Criticas

Ver também