CRÍTICA | A Garota no Trem – O que os seus olhos veem o coração sente!

A Garota no Trem enxerga tudo e a interpretação disso pode mudar o destino das pessoas Inglaterra, dias de hoje. Rachel (Emily Blunt) é uma jovem solteira, alcoólatra e desempregada que...

A Garota no Trem enxerga tudo e a interpretação disso
pode mudar o destino das pessoas

a-garota-no-trem-posterInglaterra, dias de hoje. Rachel (Emily Blunt) é uma jovem solteira, alcoólatra e desempregada que todos os dias pega o trem entre as cidades de Ashbury e Londres. No caminho, ela observa sua antiga casa sempre sentada na mesma poltrona e na mesma janela. Mais um elemento de sua triste rotina. Diariamente ela observa seu ex-marido Tom (Justin Theroux) agora casado e pai de um bebê. Na casa ao lado, uma jovem, um casamento perfeitinho e muitos segredos sobre uma possível relação a três. É nesse cenário íntimo, melancólico e recheado de ressentimentos que o filme, A Garota no Trem, se desenvolve.

Rachel também sofre com o seu passado. Ao viajar, ela relembra todas as fases de seu casamento com Tom. Dos momentos bons à separação, a audiência logo se intriga para saber o que houve para fazer com que a jovem começasse a beber. Sua obsessão em observar a vizinhança do trem incomoda e, em um determinado momento, passa a ser a única forma de desvendar o mistério de uma jovem desaparecida.

O suspense existe. O drama existe. As dúvidas existem. A Garota no Trem é um filme bem amarradinho, que constrói sua narrativa em torno de um comportamento alterado por um vício e alterna entre as incertezas do que é real e do que é imaginação de uma mente perturbada por fantasmas, negação e depressão. Mas o que torna o filme memorável dentro de uma premissa que envolve um assassinato? Nada.

O filme flerta com uma série de elementos: uma possível imaginação de Rachel potencializada pelo consumo de álcool, uma doença esquizofrênica não identificada; uma realidade paralela, mas no final das contas o gran finale é comum e acaba por tirar um pouco do charme da incerteza presente em todo enredo. É que nem quando você olha um bolo super apetitoso e descobre que o sabor não tem nada demais na primeira mordida.

Dirigido por Tate Taylor (Histórias Cruzadas – 2011) o longa é baseado no livro de mesmo nome da autora Paula Hawkins e estreia dia 27 de outubro nos cinemas. Vale a pena conferir? Sim. Mas não espere sair impressionado ou efetivamente tocado pela trajetória da protagonista. É mais um filme cujo enigma, ao ser desvendado, nos leva a pensar: “porque eu não percebi antes?”.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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