CRÍTICA | A Lei da Noite – Ben Affleck como gângster?! Será?!

Ben Affleck retorna como diretor, ator e roteirista em A Lei da Noite Que delícia ver o Affleck em um projeto onde ele não usa uma roupa colada e...

Ben Affleck retorna como diretor, ator e roteirista
em A Lei da Noite

A Lei da NoiteQue delícia ver o Affleck em um projeto onde ele não usa uma roupa colada e orelhas de morcego. O assunto sobre o vigilante de Gotham anda tão estafado que chega a ser prazeroso embarcar em um projeto distante da DC e sua Liga da Justiça. (Ah, para! A piada foi boa!) Em A Lei da Noite, viajamos para a década de 20, época em que gângster roubava a mulher alheia, contrabandeava bebida e usava ternos retangulares de cores duvidosas.

Affleck vive Joe Coughlin, o filho mais novo de um policial que não segue regras. Aliás, nenhuma! Primeiro por que que ele é um ladrão, então só por aí conseguimos imaginar as altas confusões que ele se mete para que o papai o livre. Segundo que Boston é regida por duas máfias. De um lado os irlandeses sob comando de Albert White (Robert Glenister) e do outro os italianos chefiados por Maso Pescatore (Remo Girone). O que poderia problematizar esse cenário: a mulher errada!

Num B.O. a la Helena de Troia, Joe se nega a trabalhar para Albert White e vai preso. Anos depois, livre das grades, ele resolve se vingar. (Porque ele pode deixar de ser o Batman, mas o Batman não deixa de ser ele). Para tentar melar os negócios de White, ele começa a trabalhar para Pescatore na Flórida. Nos ares quentes da terra do camundongo, Joe passa a rentabilizar o contrabando de bebidas.

A Lei da Noite… durante o dia

Os negócios vão bem, até demais. Joe está estabelecido por lá. Com poder, um novo amor, uma parceria bacanérrima com os cubanos e um armário lotado de ternos retangulares de cores duvidosas. Eis que surgem as ameaças! Com seus centros de distribuição de bebidas sendo atacados, Coughlin resolve abrir um Cassino para arrecadar uma bela grana via jogatina, visto que a mesma esta prestes a ser legalizada.

Eis que surge a Ku Klux Klan e sua oposição aos imigrantes. Além disso, a filha de um policial resolveu aprontar umas na Califórnia e Joe precisa dele para acabar com os encapuzados. Loretta Figgis (Elle Fanning), retorna de sua viagem estilo ‘California Gurls’ da Katy Perry e vira uma evangelista poderosa, influente e totalmente contra jogatina.

Adeus Cassino, adeus contrabando de bebidas, adeus parceria com os cubanos…A casa caiu! E o roteiro, a este ponto, já tem sérios problemas.

Como será que Joe Coughlin vai se livrar disso tudo? Bem, só assistindo ao filme.

A Lei da Noite é um roteiro adaptado de um livro. Não lemos a obra, então vamos nos ater ao filme. Os elementos que formam a estrutura dessa história são interessantes. Irlandeses versus italianos, Ku Klux Klan, religiosos ferrenhos, bebidas comercializadas ilegalmente e um figurino recheado de ternos retangulares de cores duvidosas atraem para o enredo a curiosidade do espectador. O problema é que o filme flerta com tudo! (menos com os ternos retangulares de cores du….tá, vocês já entenderam).

As motivações de Joe são confusas e suas resoluções decepcionantes. O roteiro flerta com a ideia de termos um Páris x Menelau nos anos 20, flerta com a intolerância e violência da Ku Klux Klan, flerta com o poder da fala de uma religiosa e flerta com batalha de gângster. Todos os desfechos são pouco empolgantes e o duelo final de irlandeses versus italianos não passa de um bom tiroteio entre homens de ternos retangul…e bla bla bla.

Parece que assistimos uma miscelânea de Scarface, Infiltrados, Poderoso Chefão e os Bons Companheiros. Sãos tantos elementos do gênero que A Lei da Noite fica sem personalidade.

Outro ponto primordial: o filme poderia ser um teco mais curto. São 2 horas e 9 minutos que arrastam a trama entre diálogos interessantes, mas não passa de ser um romance disfarçado com traições zero criativas.

Infelizmente não foi dessa Ben Affleck, talvez você devesse repensar a direção de O Batman, já que as ruas de Gotham fortaleceram sua empatia e A Lei da Noite está a seu favor.

Estreia dia 23 de fevereiro.

Küsses,

Comente via Facebook!
Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

Categorias
Criticas

Ver também