A Série Divergente: Insurgente – Jogos Maze Runner: A Divergência Parte 2

E lá vamos nós embarcar na segunda parte da série Divergente: Insurgente! Sabe o que acontece quando a “premissa de ouro” é descoberta por autores como Verônica Roth? Eles...

E lá vamos nós embarcar na segunda parte da série Divergente: Insurgente!

Sabe o que acontece quando a “premissa de ouro” é descoberta por autores como Verônica Roth? Eles ganham dinheiro e Hollywood investe no “mesmo de sempre”. Com semelhanças gritantes às sagas Jogos Vorazes e Maze Runner, Insurgente, o segundo filme da série Divergente, simplesmente oferece duas horas de filme que poderiam ser resumidas em 40 minutos.

Agora em Insurgente, acompanhamos a trajetória de Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Peter (Miles Teller) e Caleb (Ansel Elgort)  após o conflito entre as facções Erudição e Audácia que resultou na morte de muitos inocentes da Abnegação (100% dessa frase é verdadeira). Tris percebe que muitas pessoas estão morrendo por sua causa, então nossa heroína embarca na missão de resolver a confusão, para isso ela precisa matar Jeanine (Kate Winslet). Surgem Evelyn Johnson-Eaton (Naomi Watts), a líder dos sem-facção e Jack Kang (Daniel Dae Kim) como o líder da facção Franqueza, que oportunamente se unirão à Tris. Enquanto Tris se prepara para o dever de casa, Jeanine está caçando a jovem pois somente ela poderá abrir uma misteriosa caixa que contém uma misteriosa(!) mensagem do mundo pré-apocalipse.

Sem mais detalhes, porque a dedução do que acontece é óbvia desde os primeiros 10 minutos de filme, Insurgente entrega uma premissa simples recheada de cenas estendidas, pseudo revelações e muita, mas muita violência gratuita. Entre dilemas morais e de confiança, a protagonista tem suas emoções exploradas enquanto a cidade de Chicago segue destruída. Sua divisão em facções tem muito mais à oferecer à trama do que a personagem central, mas o longa sofre do mesmo problema do primeiro: uma ambientação rica de detalhes deixada de lado para focar num amor trivial.

a-serie-divergente-insurgente-critica-freakpop-08Para a depressão de quem assiste, a primeira hora do filme é regada à indecisões dos personagens, diálogos que não agregam em nada e inúmeros momentos desnecessários de provação da protagonista sobre ela ser de fato uma divergente, por mais que o primeiro filme berre isso na cara dela.

Quatro e Caleb, que eram muito mais interessantes no primeiro longa, viram enfeites de cenário em cenas onde Tris chora, lamenta ou está em ação. Agora o namorado da moça é literalmente um consolo enquanto seu irmão é um mero rostinho bonito que sofre por querer seguir seus instintos.

(O parágrafo abaixo contem spoilers.)

Robert Schwentke, além de entregar uma direção preguiçosa, cansa os olhos dos telespectadores com o excesso de tons cinza e atores mal aproveitados. Insurgente é prejudicado com a mesmice de sempre: casal apaixonado, personagens secundários mais interessantes, líder louca e sociedade distópica – para no fim todo mundo ser rato de laboratório. Um roteiro zero criativo, uma história sem estrutura narrativa e com mensagens que só fazem sentido para um público teen egocêntrico são as principais características do filme Insurgente.

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a-serie-divergente-insurgente-critica-freakpop-10O longa estreia dia 19 de março no Brasil. 

AH! Só gostaríamos de entender como um cabelo cresce tanto em apenas cinco dias? Essa nem o Jai Courtney sabe responder…

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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