A Torre Negra com sabor de Anos 80 chega aos cinemas

A Torre Negra é um filme cheio de adrenalina Deve ter algum estudo #sociológico para saber por que a década de 80, que teve um gosto pavoroso para moda e...

A Torre Negra é um filme cheio de adrenalina

Deve ter algum estudo #sociológico para saber por que a década de 80, que teve um gosto pavoroso para moda e cortes de cabelo, vem trazendo cada vez mais de sua história para o #século 21. Basta ver o sucesso que a série Stranger Things, da Netflix, vem fazendo e #influenciando outras #produções com sutilezas daquela década.

Não se pode dizer que A Torre Negra, saga criada por #Stephen #King na literatura e que foi adaptada para o cinema, não tenha um pouco o espírito daquele período do século 20. Tanto história como personagens, parece permear um pouco aquela filosofia onde somente a união poderá derrotar os mais habilidosos e cruéis inimigos, para que todos alcancem a paz. São conceitos que fazem todo o sentido nessa #superprodução assinada pelo dinamarquês #Nikolaj #Arcel, roteirista de Os Homens que não Amavam as Mulheres.

Tudo o que Nikolaj faz nessa divertida #fantasia que mistura poderes das trevas e faroeste americano, foi adequar a história para que ela não parecesse mais uma daquelas adaptações de #livros infanto-juvenis, que não resistem à telona e acabam antes mesmo de começar sua #carreira no cinema. A base da história de A #Torre #Negra é apresentada no começo do filme e assim que os #personagens da saga são introduzidos, o tempo voa mesmo na enxuta duração de 95 minutos.

Assim como num tradicional faroeste, #gênero totalmente americano, o público é apresentado ao #vilão chamado Walter, numa interpretação contida e eficiente de Matthew McCounaghey. Ele é o responsável por raptar crianças em várias #dimensões e planetas, e obriga-las a acionar uma arma para destruir a Torre Negra, uma construção que serve de #protetora contra as forças das trevas. Se ela cair, o Mal vencerá. E não é nada relacionado com conceitos religiosos, mas essas são as #sutilezas de Stephen King. Há quem diga que #Walter, é o mesmo personagem #maligno de A Dança da Morte, novela adaptação como minissérie em 1994, Randall, interpretado por Jamey Sheridan.

Do outro lado da corda temos Roland (Idris Elba sensacional), o #pistoleiro solitário que quer acabar com Walter a qualquer custo, não se importando com o que pode acontecer com a Torre Negra se ela cair. E aí entra Jake (Tom Taylor), um garoto que está passando por um problema de afetividade após a #morte do pai policial e o casamento da mãe com um cara que não nutre de #amores pelo garoto, claro. Jake tem tido sonhos estranhos sobre um lugar habitado por #criaturas #estranhas que se “vestem” como #humanos sob o comando de um Homem de Preto. Ele também vê em seus sonhos a Torre Negra, mas não saber o seu #significado. Não sabe, por exemplo, que Walter quer captura-lo e usar o poder de sua #mente para destruir a Torre.

Todos esses personagens irão se cruzar numa história intensa e cheia de #adrenalina, que faz lembrar alguns bons momentos do cinema de fantasia e ação dos anos 80, como Goonies, Máquina Mortífera e De Volta para o Futuro. Aliás, a #química entre Roland e Jake faz lembrar muito a divertida relação entre Doc Brown e Marty McFly, fazendo com que a #dupla deixe de ser apenas duas figuras #solitárias lutando contra forças poderosas.

O que é mais importante é que A Torre Negra pode ser vista mesmo para quem nunca leu os nove volumes da saga escrita por King, ou suas #histórias em quadrinhos. Trata-se de um #filme de fantasia e ação, bem dirigida, com um trio central impecável, e com a possibilidade de virar uma #franquia. Possibilidade essa que poderá se transformar numa série de TV o que, ao meu ver, faria mais sentido pela quantidade de histórias contidas nos livros.

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Autor de dois livros, um sobre Série e outro sobre Desenhos Animados, Paulo Gustavo Pereira é jornalista há 34 anos, tem uma vasta experiência em reportagens, é editor-chefe do site BesTV e fã de carteirinha de Jornada nas Estrelas. Aqui na Freakpop, Gus – para os mais íntimos – dará muitas dicas bacanas sobre séries.

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