Ajin – Ser imortal não é tão legal assim

Único, Ajin não segue o modelo casual dos animes que estamos acostumados, e essa é sua maior qualidade O que você faria se fosse imortal? E se isso fosse...
Ajin

Único, Ajin não segue o modelo casual dos animes que estamos acostumados, e essa é sua maior qualidade

O que você faria se fosse imortal? E se isso fosse um crime por si só? É seguindo esse tipo de filosofia que a trama de Ajin se desenvolve, misturando isso com teorias da conspiração e a crise existencial gerada pela imortalidade.

Disponível no Brasil pela Netflix desde abril de 2016, o anime, baseado em um mangá de 2012 que já serviu de inspiração também para três animações em longa-metragem e um filme live-action com previsão de lançamento para setembro desse ano, tem aumentado o seu número de fãs aos poucos, e a expectativa é de se tornar cada vez mais popular.

Com uma arte diferente, que chega até a incomodar um pouco a princípio, a animação segue os passos de Kei, um garoto frio e extremamente inteligente que, ao ser atropelado por um caminhão, se descobre um ajin, um ser imortal que não é visto como humano pelas outras pessoas. Por existirem poucos descobertos no mundo, e se saber quase nada sobre eles, governos oferecem grandes recompensas em dinheiro para quem localizar algum, o que faz com que o protagonista se sinta sozinho e traído por todos que conhece.

Enquanto os telespectadores, as entidades governamentais e até os próprios ajins seguem conhecendo mais sobre eles e seus poderes, aos poucos Kei se vê no meio do fogo cruzado que procurou evitar desde que se descobriu imortal, a guerra mundial entre humanos e ajins. Um dos surpreendentes pontos altos da animação japonesa é a habilidade que Kei, e alguns outros ajins, tem de invocar um monstro, que eles chamam de “fantasma negro”, para lutar por eles. Aberração que só pode ser vista por ajins, como se a imortalidade já não fosse o suficiente.

Por mais interessante que a seja a trama, o anime falha ao usar uma narrativa lenta e repetida que, por mais que consiga despertar no espectador a curiosidade e a ansiedade de ver como a história irá terminar e como o “mal”, aparentemente invencível, perderá a guerra, ela também cansa. Problema suportável, já que a série conta com apenas duas temporadas com treze episódios de apenas cerca de 24 minutos cada.

Beijunda amiguinhos

Comente via Facebook!

Roqueiro, nerd, gamer, redator do Hoje em Dia, trintão, casado, viciado em séries, pai de dois e apresentador do canal Ser Pai do YouTube. Escrevendo o 1º livro!

Categorias
Críticas

Ver também