As Crônicas de Nárnia

Quando um Leão, um Guarda-Roupa e uma Feiticeira – e mais um monte de personagens diferentes – se encontram! Vocês já devem conhecer a história de Nárnia. Mesmo que...

Quando um Leão, um Guarda-Roupa e uma Feiticeira – e mais um monte de personagens diferentes – se encontram!

Vocês já devem conhecer a história de Nárnia. Mesmo que não tenham lido os livros, algum filme devem ter assistido. Uma boa introdução para este universo, mas os livros são bem diferentes. Mais infantis. Mais mágicos. Mais…. mais.

A receita perfeita: um leão que fala (mas nada como os personagens da Disney), dragões, feiticeiras más, macacos falantes, centauros e mais um monte de seres mágicos e interessantes! No total são sete livros, mas comprei o volume único para ler tudo de uma vez. Cada conto – crônica – faz parte de uma evolução e estão interligados. Apesar de não terem sido publicados na ordem correta, o volume único organiza tudo cronologicamente. O que é bem mais legal!

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C.S. Lewis foi conterrâneo de Tolkien e ambos faziam parte do grupo “The Inklings”, para discussão das histórias criadas pelos autores participantes. Inveja básica: queria ter sido um mosquitinho em uma destas reuniões (suspiros, suspiros e mais suspiros).

Curiosidades à parte, As Crônicas de Nárnia conta as histórias de crianças que encontram Nárnia, seja de um jeito ou de outro. São crianças que precisam disto, precisam aprender tudo o que Nárnia tem a oferecer. O grande senhor de lá é Aslam, um leão falante e corajoso que ajuda as crianças a entenderem os acontecimentos e as consequências de seus atos.

Ordem de publicação:

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

Príncipe Cáspian

A Viagem do Peregrino da Alvorada

A Cadeira de Prata

O Cavalo e seu Menino

O Sobrinho do Mago

A Última Batalha

Ordem cronológica:

O Sobrinho do Mago

O Cavalo e seu Menino

Príncipe Cáspian

A Viagem do Peregrino da Alvorada

A Cadeira de Prata

A Última Batalha

A história que mais tem destaque atualmente, e parte da responsabilidade é do filme, é a dos irmãos Penvensie: Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia, que encontram Nárnia durante uma brincadeira de esconde-esconde. As crianças passam uns tempos na casa de um professor para fugir dos horrores da guerra. Não me lembro, mas acho que é durante a 2ª Guerra Mundial. Enfim, Nárnia neste conto é um lugar gelado controlado pela Feiticeira Branca. Os irmãos, chamados de filhos de Adão, precisam libertar os habitantes e restaurar a paz no local. Ótima premissa. Tem tudo para prender as crianças, com cenas de ação e lições enrustidas de moral.

Ao longo dos sete livros encontramos o mesmo aparato, a mesma fórmula mágica. E no final do livro fiquei me perguntando: de onde eu conheço essa história? Bom, não é nenhum segredo que As Crônicas de Nárnia na realidade é um compêndio religioso escrito para crianças entenderem as premissas básicas do cristianismo: uma Bíblia infantil, alegórica. Muito mais fácil de entender do que a Bíblia em si, e não apenas crianças. Tudo foi traduzido de maneira leve, aventureira, com Aslam no papel de Jesus e Nárnia é o céu. Inclusive no filme O Peregrino da Alvorada, Alsam fala para Lúcia que ela pode encontrá-lo no nosso mundo, mas de um jeito diferente. Oi, estamos falando de Jesus!

Tolkien aprovou essa faceta, mesmo achando que alguns cristãos não fossem gostar, afinal, estamos falando de criaturas mitológicas interagindo com o cristianismo. O que seria algo pagão. Mas é inegável que as histórias transmitem valores importantes, mesmo sendo uma alegoria, mesmo sendo um impulso de evangelizar criancinhas.

Boa leitura,

Até próxima,

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