O filme do Baywatch: S.OS. Malibu consegue manter o mesmo nível de qualidade da série

E a série do Baywatch: S.O.S. Malibu era péssima Para nossos leitores que viveram poucas primaveras vamos explicar primeiramente o que era Baywatch. Tratava-se de uma série sobre um...
Baywatch

E a série do Baywatch: S.O.S. Malibu era péssima

Para nossos leitores que viveram poucas primaveras vamos explicar primeiramente o que era Baywatch. Tratava-se de uma série sobre um grupo de audaciosos salva-vidas em Malibu liderados pelo espírito dos anos 80 / símbolo vivo da queda da União Soviética, David Hasselhoff. Neste universo paralelo, aquele adolescente entediado que mantém seus crianças vivas na piscina, enquanto pais tentam curtir as férias, se mete em todo tipo de enrascadas, de serial killers, terremotos, tubarões, traficantes e até mesmo o afogamento ocasional. Baywatch, sob o cântico de Peter Cetera, definiu o que seria considerado sexy nos anos 90 – basicamente cabelos loiros e biquinis asa delta.

Infelizmente, Anjos da Lei foi um sucesso

Uns anos atrás, outra série icônica dos anos 80/90 foi adaptada para os cinemas, Anjos da Lei. Esta versão ação comédia da série que trouxe ao mundo Johnny Depp, foi um baita sucesso de crítica e audiência. Graças a um roteiro inteligente dos diretores Phil Lord e Christopher Miller que lembrava com saudosismo a série e tirava sarro de adaptações modernas, o filme ficou surpreendentemente criativo e inteligente.

O que infelizmente não é o caso de Baywatch. Entendam, o longa até tem algumas boas piadas, toda comédia cujo cartaz não tenha as palavras “Adam” e “Sandler” em proximidade costumam ter. O problema é que a trama que surge entre os momentos humorísticos é batida e cansada. Dwayne Johnson é o novo Mitch Buchannon, e ele precisa mentorar Matt Brody (Zac Efron), um nadador olímpico rebelde que foi descaradamente inspirado em Ryan Lochte. Efron faz o papel de sempre de moço com corpo de super herói e QI de gado.

Paródia de comédia nunca funciona

Convenhamos, Baywatch foi um sucesso estrondoso não por causa de sua trama envolvente ou personagens bem elaborados. Era uma época… “pré-internet” e os corpos esculturais que corriam em câmera lenta na areia atendiam “a necessidade”. De resto, basicamente tudo na série beirava o ridículo. Até mesmo o Kahl Drogo não intimidava neste universo. A comédia funcionaria melhor se elencasse o que a tornava uma obra prima da comédia não intencional do que tentar criar uma ação comédia preguiçosa. Vide o magnum opus Baywatch – Casamento no Havaí, que consegue trazer amnésia, “clones que não são clones” e mortos-vivos para a trama sem nunca parar pra pensar que estes salva-vidas estão nadando no mar errado.

Vale a pena? O filme tem algumas piadas divertidas, mas não prende a atenção. E infelizmente nada no longa é tão engraçado quanto a abertura da segunda temporada de Baywatch Nights.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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