Big Mouth faz você chorar de rir lembrando da pior época da sua vida

Big Mouth não tem medo de explorar os terrores da puberdade Convenhamos, ninguém vai lembrar com carinho da primeira menstruação, de pelos crescendo em lugares estranhos, hormônios à flor...
Big Mouth

Big Mouth não tem medo de
explorar os terrores da puberdade

Convenhamos, ninguém vai lembrar com carinho da primeira menstruação, de pelos crescendo em lugares estranhos, hormônios à flor da pele, ereções constantes, humor instável. O começo da adolescência é um verdadeiro pesadelo, confusão faz amor com insegurança e nascem anos de vozes com o tom oscilando, acne e desejos incontroláveis. É nesta época ridícula que Big Mouth conta sua história.

Crescer dói

Nick (Nick Kroll) e Andrew (John Mulaney) são melhores amigos. Andrew já é assombrado por Maurice o Monstro dos Hormônios, uma criatura que representa a manifestação de todas as vontades sexuais desenfreadas do garoto que acaba de entrar na puberdade. A amiga deles Jessi (Jessi Klein), já está virando mocinha e precisa aguentar Connie a Monstra dos Hormônios (Maya Rudolph) que já está ensinando a garota a ceder aos impulsos emocionais que estão vindo à tona. Juntos, essa galera vai desvendar um novo mundo por trás da adolescência.

Mas calma…

O mais divertido de Big Mouth é como o roteiro é deliciosamente obsceno. As piadas são profanas, especialmente proferidas por Maurice que consegue tornar qualquer situação de insegurança pior com seu líbido descontrolado. Apesar do tom absurdo, com exemplos brilhantes como o caso de Andrew ficar inseguro sobre sua sexualidade e o fantasma de Freddie Mercury ajuda-lo a se descobrir com uma música assustadoramente parecida com Queen, é impossível não se identificar com as situações da primeira temporada.

Big Mouth mistura piadas sujas com hormônios à flor da pele para gerar risadas, mas não quer dizer que é tudo quinta série. Por trás da bagunça, existe uma mensagem extremamente positiva sobre sexualidade, algo do tipo, “todo mundo passa por isso, não é só você” e não descrimina nem meninos nem meninas sobre as descobertas com o próprio corpo. Quem conhece o trabalho de Nick Kroll e John Mulaney (recomendamos o especial Oh, Hello da Netflix), sabem que os dois são surpreendentemente eficientes em misturar o obsceno, o aleatório e o carinhoso na mesma premissa e Big Mouth não decepciona.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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