Boyhood – Da Infância à Juventude

Qual é o resultado de um filme que demorou 12 anos para ser filmado? Talvez o melhor longa do ano! (Atualizado em 28/01/2015) Atenção pessoal da capital paulistana: Boyhood...

Qual é o resultado de um filme que demorou 12 anos para ser filmado? Talvez o melhor longa do ano!

(Atualizado em 28/01/2015)

Atenção pessoal da capital paulistana: Boyhood – Da Infância à Juventude volta a ser exibido no Caixa Belas Artes, confira informações abaixo:

CAIXA BELAS ARTES
Endereço: Rua da Consolação, 2423 – Consolação – Tel: 11 2894 5781
Site: www.caixabelasartes.com.br
Ingressos:
R$ 22,00 (inteira) e R$ 11,00 (meia, para estudantes, correntistas do banco Caixa Econômica Federal, melhor idade). Tem poltronas numeradas
Venda dos ingressos: na bilheteria (cartões de débito: todos; não aceita cartão de crédito ou cheque) ou pelo site www.ingresso.com.br

(Publicado em 24/10/2014)

Boyhood – Da Infância à Juventude, do diretor Richard Linklater (Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol, Antes da Meia Noite), demorou doze anos para ficar pronto. Foram doze anos de produção para narrar a história do menino Mason Jr. (Ellar Coltrane) e de sua irmã Samantha (Lorelei Linklater – sim, ela é filha do diretor na vida real) desde a infância até a juventude. Os atores são os mesmos ao longo da história, o que, de cara, é uma das características mais intrigantes da proposta do longa.

Filhos de um casal divorciado, as crianças moram com a mãe Olivia (Patricia Arquette) que leva uma vida apertada financeiramente e almeja voltar à estudar para melhorar a qualidade de vida deles. Enquanto ela batalha em uma faculdade de Psicologia, seu ex-marido, cujo comportamento bad boy influencia na sua ausência perante os filhos, Mason (Ethan Hawke) tenta se fazer presente como um pai divertido porém desinteressado.

A história basicamente retrata as fases de crescimento das crianças, com foco no jovem Mason, e como suas vidas mudaram conforme as decisões dos pais, amizades, mudanças de cidade e escolas frequentadas. A mãe, que tem a vulnerabilidade como seu maior defeito, passa por dois relacionamentos cujos maridos são alcoólatras, e em inúmeros momentos negligencia a educação de seus filhos por permitir que os parceiros tenham uma postura de chefe da casa. Seus filhos, por sua vez, passam boa parte da pré-adolescência e adolescência trilhando as descobertas da vida, do corpo e dos sentimentos sozinhos, justamente por ela estar focada em seus estudos e nos momentos de reconstrução emocional após os dois novos divórcios.

Mason é um garoto avoado, não podemos dizer que ele seja sonhador, mas sim disperso. Perdido e sem uma presença relevante de seus pais em seu crescimento, ele tem dificuldade para se auto descobrir e de focar em seu rumo pessoal. Os temas como relacionamento, amizades, sexo, drogas e bebida estão presentes na construção dos personagens. Clichê? De certa forma sim, mas a edição do filme é impecável e você, quanto telespectador, quer saber mais de cada fase do protagonista.

Seus pais também passam por estas mudanças. Ao reverem seus erros e encararem de fato que suas vidas não estão nos caminhos mais adequados, os personagens vivenciam as fases de negação e de redenção. A filha do casal, que é mais velha que Mason, também tem sua adolescência explorada. Uma menina quieta e boa aluna, porém muito insolente, acaba tendo mais confiança de seus pais sobre seu amadurecimento, quando por trás disso o telespectador é impactado por atitudes intransigentes. Já Mason é o “garoto peter pan”, o que gera uma grande empatia com o personagem.

A trajetória da vida dos personagens é demasiadamente simples. Os elementos escolhidos para transição dos mesmo são de conhecimento de quem assiste. Não há nenhuma grande reviravolta ou elemento surpresa como doença ou morte, o que agrega ao filme mais realidade, menos drama e mais intensidade. O objetivo do diretor é de compor uma obra cinematográfica clean, sensível e muito, mas muito graciosa. Nota especial para os diferentes elementos visuais em termos de eletrônicos, moda e tendências de cada época, o realismo neste aspecto é impecável visto que cada fase foi filmada em seu respectivo período.

Boyhood – Da Infância à Juventude é um longa família, um bom filme psicológico para adolescentes e pais e majestoso em elementos como diálogos, aparência dos personagens, atuações e mensagem final. Sem dúvida é um filme que vai aparecer no Oscar e merece sim concorrer à estatueta de Melhor Filme. O longa teve um custo de 4 milhões de dólares e já arrecadou, em todo o mundo, mais de 40 milhões. Boyhood chega no Brasil dia 30 de Outubro e suas 2 horas e 45 minutos de duração merecem toda a sua atenção. Ethan Hawke e Patricia Arquette estão sensacionais. A química entre o casal divorciado é um elemento super interessante do filme. Prepare-se para uma profunda imersão sobre um ponto de vista da formação intelectual do ser humano. Este filme marcará gerações.

A transformação do ator Ellar Coltrane ao longo dos anos de gravação e fases do filme.

Até a próxima.

Comente via Facebook!
Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

Categorias
Criticas

Ver também