Cegonhas | Entrevistamos Marco Luque, Tess Amorim e Klebber Toledo

Cegonhas – A História que Não Te Contaram estreia dia 22 de setembro nos cinemas A nova animação da Warner Bros., Cegonhas – A História que Não Te Contaram,...

Cegonhas – A História que Não Te Contaram estreia dia 22 de setembro nos cinemas

A nova animação da Warner Bros., Cegonhas – A História que Não Te Contaram, conta com um time de dubladores de primeira! Klebber Toledo, que empresta sua voz para Júnior, a cegonha protagonista, faz sua estreia como dublador. Já Tess Amorim, a jovem de apenas 22 anos, conta com 14 anos de experiência no ramo e Tulipa, sua personagem, fica ainda mais graciosa com a voz de Amorim. E Marco Luque, que largou os campos de futebol para ser comediante, encara o desafio de ser dublador pela terceira vez, torna o Pombo Luque ainda mais engraçado.

Este bate papo foi o primeiro encontro dos três dubladores após o término das gravações em estúdio, já que o processo de dublagem do longa foi individual. Em entrevista, pudemos conversar com este trio, pra lá de simpático, para entender como foi executar este projeto.

Crédito: Adoro Cinema

Crédito: Adoro Cinema

Klebber Toledo esbanjou simpatia e não teve vergonha de dividir suas dificuldades ao dublar seu personagem. O estreante encarou o desafio e se saiu muito bem. Durante o bate papo, Toledo comentou como foi descobrir o processo de dublagem: desde entender o filme, o personagem e afirmou que não tinha ideia do que estava fazendo e que, além de conhecer essa nova tarefa, ele ainda teve que cantar.

A voz usada pelo Klebber na dublagem está bem diferente de sua voz humana, mas o ator afirmou que isso ocorreu de forma natural, que ele não pensou em nada previamente e que apenas se deixou levar pelo jeitão de Junior que “se acha” e ainda complementou dizendo que o mais difícil é a dicção e a velocidade, ou seja, falar rápido e ainda ser claro. Ainda sobre o tempo de preparo para ser dublador pela primeira vez, Toledo disse que  foi “de Congonhas até a Lapa!”. O ator não teve muito tempo para de fato conhecer o personagem e o filme, mas encarou o curto prazo tranquilamente.

No final da conversa com Toledo, ele resumiu sua experiência dizendo “é sério, parece fácil, parece molezinha… Não, não é! Você tem que colocar ali o jeitinho de falar, na velocidade e com o movimento exato.”

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Crédito: Pop Creature

Tess Amorim comentou que dublar uma pessoa é bem diferente de dublar um personagem animado, pois a pessoa tem trejeitos, tiques e o som da respiração, esses detalhes dão mais trabalho do que dublar uma animação que é mais ágil, tem cortes e falas mais rápidas.

Sobre o processo de criação da voz do personagem, Amorim comentou que não é só mudar o tom da voz: há todo um processo de você entender o clima do personagem e sua personalidade, se é mais efusivo, light, relaxado ou vilanesco. São essas características, segundo a atriz, que a  leva a criar a voz. Em seguida comentou sobre uma curiosidade da Tulipa na animação, que por ser a única humana na montanha das cegonhas e, logo, por só conviver com pássaros, todos os gritos dela se assemelham aos gorjear dos pássaros, e que um berro dela parece o som de uma gralha. Esse tipo de detalhe, “traz muita sutileza e enriquece o personagem”, segundo a atriz. Ao todo, ela encarou 10 horas de estúdio para finalizar as falas da Tulipa. “Cansa muito a cabeça também. Exige muita agilidade, porque você tá ouvindo um negócio em inglês, falando em português, você não só tá falando em português como você está atuando e aí você tem que acompanhar o ritmo da fala do cara, anotar todas as pausas, respirações e reações. Você ainda não tem que só falar, você tá falando numa certa intensidade, pois de qual distância que você tá (do outro personagem que está em cena) (…) E aí grava! Então não só cansa a voz como cansa a cabeça, você sai muito cansado.”.

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Crédito: UOL

E agora, sim: Marco Luque é divertido pessoalmente. Super animado com a entrevista e com o seu personagem, o comediante diz não ter nenhuma característica do Pombo Luque exceto sua “correria”. O pombo, que não tem muitos amigos e exala carência, ainda tem um determinado momento que ele canta e logo perguntamos “Como foi gravar a música?”. “A música foi especial, porque ele (diretor de dublagem) falou: “Olha, você vai cantar!”, e eu falei: “Ai Meu Deus!”, porque eu, tipo, canto karaokê, Legião Urbana, que eu canto bem, Blitz, mas aí foi um cantor mesmo, um professor, e ele meio que cantou e eu usei como guia, então ficou mais fácil. Ele conseguiu chegar num timbre que eu conseguiria..”

Como comediante, já é esperado que Luque crie algo diferente e, quando questionado sobre improvisos, disse que conseguiu sim criar algumas coisas pontuais, que o diretor de dublagem aprovou as mudanças em algumas falas previstas para aproximar a linguagem às gírias do nosso idioma. Algo bem interessante, já que o ator afirmou que gosta de ver animações dubladas, mas que filmes ele prefere assistir em inglês para treinar o idioma.

Sobre a experiência de dublar Luque disse que o “o ideal é a gente aprender (a fazer) um olho a olhar a legenda e o outro olho olha a boca (do personagem).” 

[divider]Cegonhas: A História que Não Te Contaram | 22 de setembro nos cinemas[/divider]

Ainda não podemos entrar em detalhes sobre a animação, mas há uma mensagem sobre pluralidade muito bonita. Tess Amorim, quando questionada sobre  este ponto do enredo, disse achar “Muito lindo!”, já que o filme conseguiu encontrar uma forma natural de transmitir essa mensagem sem forçar. Marco Luque defendeu que não há certo ou errado no formato familiar e “que existe um padrão da grande maioria, mas que não quer dizer que é o certo ou errado. Uma família pode ser composta por dois homens, filhos e um cachorro junto, uma arara, sabe? Duas mulheres….E não tem o certo, não: um homem, uma mulher e os filhos, não cara, acho que é um grupo de pessoas que se amam e que se entendem como uma família e… Formou!”.

Neste momento, Toledo disse que família também pode ser uma pessoa que está sempre contigo. Ele exemplificou contando que saiu de casa muito cedo e que tem muito mais contato com a sua assessora do que com sua família, por mais que ele ligue para a mãe todos os dias, e ainda disse: “família a gente constrói, não é nem questão de padrão… Pai e mãe, acho que é aquele grupo que você tem uma relação de amor, de companheirismo, de respeito…”. 

Já podemos criar uma grande expectativa por este lançamento e, em breve, a crítica completa estará aqui na Freakpop. Agradecemos a Warner Bros. pelo convite e oportunidade de bater um papo com os atores. Acompanhe todas as novidades de Cegonhas: A História que Não Te Contaram aqui no portal.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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