Cinderela – Igual ao clássico, mas sem as partes que você gosta

Cinderela, o novo live action da Disney chega aos cinemas com um elenco desequilibrado e muito, mas muito drama.  Lembra da bela história apresentada da gata borralheira em 1950?...

Cinderela, o novo live action da Disney chega aos cinemas com um elenco desequilibrado e muito, mas muito drama. 

Lembra da bela história apresentada da gata borralheira em 1950? Pois é, aquele filme desenhado a mão e animado com 5% da tecnologia de hoje encanta e ainda faz muito marmanjo puxar um lencinho escondido para segurar as lágrimas. Cinderela é uma das histórias de princesa que ainda marca gerações com sua graciosidade e final feliz após tanta tragédia. Agora em 2015, chega aos cinemas a versão live-action da animação, com a mesma história só que com mais drama. O filme apresenta poucas novas cenas para embasar seus personagens e trama, mas nada que o torne uma nova versão da história como fizeram com Malévola (2014).

© 2014 - Disney Enterprises

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Aqui a ousadia da Disney foi a de criar o mundo mágico de Cinderela de forma real, como uma grande e profunda experiência, mas o resultado é genérico. Para começar, o elenco é inconsistente. Logo no início do filme a mãe da jovem aparece e é emocionalmente interpretada por Hayley Atwell (Marvel’s Agent Carter). Sua presença é de extrema importância para a estrutura psicológica da protagonista e seus ensinamentos aparecem de forma recorrente ao longo do filme. Seu pai, interpretado por Ben Chaplin, não deixa de ser só a base para que a jovem seja subordinada à madrasta, mas é impossível não se incomodar com sua frieza repentina ao decidir se casar novamente, deixando de lado as lindas cenas da família no início do longa quando a mãe ainda era viva.

Já a madrasta, interpretada por Cate Blanchett, é uma boa vilã para dar risadas malignas, pois seus diálogos são tão clichês que nem sua beleza e prepotência seguram a personagem. Blacnhett consegue entregar uma madrasta má e intolerante, mas é prejudicada com cenas que não contribuem em nada à história que já conhecemos além de uma estrutura psicológica baseada em fatos irrelevantes.





 

O príncipe, bem o príncipe Kit (Richard Madden) é sonso, velho e transborda desconforto com tanto mel e açúcar do longa. O ator claramente está com saudades de suas experiências em Game Of Thrones. Já Ella, ou Cinderela (Lily James) é tão sem graça, mas tão sem graça, que a “magia Disney” foi dar uma volta e esqueceu de voltar. A atriz, até então conhecida por seu papel em Duelo de Titãs 2 não tem uma beleza angelical e de princesa, peca por sua falta de experiência e entrega uma protagonista que não transmite a inocência romântica necessária para a personagem, resumindo, ela é irritante.

© 2014 - Disney Enterprises

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Bipt Bopt Bum! Olá Helena Bonham Carter, porque você aparece tão pouco? A fada madrinha consegue roubar a cena no meio da trama ao preparar Cinderela para o baile real. Carter está leve, descontraída e engraçada, ou seja, com todas as características que conhecemos em uma fada madrinha. Tudo bem que seu vestido poderia ser menos volumoso e não apertar tanto o busto da atriz, mas perdoamos o figurinista só desta vez já que seu “pé-na jaca” ficou com o vestido principal da futura princesa que ainda teve sua cintura afinada em CGI para parecer mais magra. #DisneySlimAtivar.

© 2014 - Disney Enterprises

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Mas o que torna Cinderela um bom filme? O visual e personagens de apoio. A fotografia do longa é muito rica e somada aos enquadramentos do diretor Kenneth Branagh (Thor), o resultado é encantador. Já os personagens secundários, como as filhas da madrasta e os animais amigos de Ela asseguram boas risadas e momentos de extrema fofura respectivamente.

Vale a pena conferir o filme no cinema? Sim, mas sem grandes expectativas de sair da exibição emocionada, infelizmente o resultado é ‘o mais do mesmo’ e pouco empolgante.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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