[COLEÇÃO DC EAGLEMOSS VOLUME 4] Liga da Justiça: Torre de Babel

Em Liga da Justiça: Torre de Babel, a paranoia de Batman se torna fatal para seus aliados Já que a Eaglemoss começou a lançar uma coleção fantástica de quadrinhos...

Em Liga da Justiça: Torre de Babel, a paranoia de Batman se torna fatal para seus aliados

Já que a Eaglemoss começou a lançar uma coleção fantástica de quadrinhos da DC aqui no Brasil, vamos fazer uma cobertura completa de todas as edições. Em seu quarto volume, temos Liga da Justiça: Torre de Babel, com roteiro de Mark Waid e arte de Howard Porter e Steve Scott. Originalmente publicado em 2000.

Liga da Justica: Torre de Babel – A História

Ra’s al Ghul, muito antes de ser o Liam Neeson obcecado pela destruição de Gotham ou o pai da irmã de Oliver Queen, era um ecoterrorista imortal que acreditava que a humanidade era uma praga no mundo e que deveria ser eliminada. Em Liga da Justiça: Torre de Babel, o vilão implanta um plano para destruir a sociedade humana e reduzir consideravelmente a população da espécie na Terra. Para isso, usa ondas neurais para fazer com que as pessoas percam a capacidade de entender a palavra escrita e uns aos outros.

É claro que a Liga da Justiça não vai deixar barato, mas Ra’s tem um plano para isso também: derrotar individualmente cada herói usando um ataque elaborado que explore a fraqueza de cada um. Até aí nada de novo, se não fosse pelo fato que cada plano ter sido cuidadosamente elaborado pelo Batman. O morcegão, em sua eterna paranoia e obsessão por estar preparado para qualquer eventualidade, tinha escondido nos confins da batcaverna um plano de emergência caso seus aliados se tornassem vilões, sofressem controle mental ou qualquer situação que os transformaria em ameaça. Não só a Liga dos Assassinos rouba estes planos, mas também abalam a confiança que a Liga da Justiça tinha em seu aliado.

Mark Waid sempre foi um expert em subverter percepções estabelecidas de super heróis. Assim como em Reino do Amanhã, onde ele ousou transformar o Superman em um quase-ditador, em Torre de Babel leva Batman em sua fase “super-fodão” para uma conclusão pouco analisada: o que aconteceria quando sua necessidade de estar sempre preparado o tornaria praticamente um vilão? A ironia é de que no momento que ele se decidiu ser um vigilante preparado para qualquer ameaça, ele se tornou a maior ameaça de todas.

O roteiro foi escrito e publicado em um período de transição da narrativa dos quadrinhos, então leitores mais novos podem estranhar um pouco o ritmo e os personagens constantemente monologando para si mesmos. A arte de Howard Porter e Steve Scott também deixa muito a desejar: não tem muito o que dizer, as ilustrações são bem simplórias e falta técnica básica em alguns momentos.

Vale a pena? Totalmente. Liga da Justiça: Torre de Babel ainda é um dos maiores clássicos da Liga nos quadrinhos e um grande item para qualquer coleção.

Liga da Justiça: Torre de Babel – A Edição

Como sempre, nos extras temos as capas de cada edição da saga e a edição 28 de The Brave and the Bold que conta a primeira história da Liga da Justiça, quando a Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Aquaman, The Flash e o Caçador de Marte uniram forças para derrotar o alienígena Starro.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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