Constantine – Temporada 01 – Ep.04 – A Feast of Friends

Constantine por acaso é um spinoff de Law & Order? Em Law & Order, cada episódio é vagamente inspirado em alguma manchete que está na boca do povo durante...

Constantine por acaso é um spinoff de Law & Order?

Em Law & Order, cada episódio é vagamente inspirado em alguma manchete que está na boca do povo durante o lançamento do episódio. No quarto episódio de Constantine, um amigo de John vem da África com um demônio da fome que rapidamente começa a se espalhar e causar pânico… tipo ebola.

Apesar de baseado na primeira história da série Hellblazer, esse episódio não oferece muita coisa. O amigo du jour de Constantine é Gary, um exorcista viciado em heroína que soltou um demônio e agora precisa da ajuda do seu antigo parceiro para resolver o problema. Sabemos que Gary é um ex-viciado porque 30% do episódio, os personagens só falam disso. Os outros 70% exploram a perseguição extremamente tediosa para capturar o demônio, se você é uma daquelas 12 pessoas que sofre de abstinência desde o cancelamento de Ghost Whisperer e Medium, esse episódio é para você. Essa versão comportada da série não tem o mesmo impacto, enquanto nos quadrinhos Gary Lester é um drogado sem redenção que só se torna o receptáculo do demônio porque está chapado demais para resistir, na série, o diálogo insosso é usado para constante mostrar como o personagem ainda pode ser redimir.

Como se as coisas não já não estivessem ruins, a série também sofre de um problema complicado com seus personagens. A personagem Liv foi sucateada para dar espaço para Zed, uma personagem que até agora não mostrou muita utilidade, ela serve de ponto de vista do telespectador para entender este mundo fantástico e oferecer oportunidade de diálogo expositório, infelizmente, as premissas de Constantine são tão aguadas que não vale a pena gastar tempo de tela com diálogos insossos. Existe todo um mistério por trás de sua verdadeira origem, mas a personagem é tão sem graça que nem estimula a curiosidade. Outro problema é o anjo Manny. Harold Perrineau é um ator talentoso, basta ver seu trabalho em Lost, mas aqui, ele não serve para muita coisa além de queimar o orçamento de computação gráfica de cada episódio. Os efeitos de pausa no tempo são impressionantes (nas primeiras duas ou três vezes), mas depois de um tempo, começamos a notar que até agora o personagem não serviu para absolutamente nada, nem para ter aqueles momentos “Mestre dos Magos” onde ele surge e oferece conselhos enigmáticos.

E a Tilda Swinton no filme era mil vezes melhor.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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