Corações de Ferro – Brad Pitt, Guerra e um Tanque chamado Fury

Corações de Ferro conta a história da equipe de um tanque Sherman durante a Segunda Guerra Mundial. Abril, 1945. Os dias finais da Segunda Guerra Mundial e Adolf Hitler...

Corações de Ferro conta a história da equipe de um tanque Sherman durante a Segunda Guerra Mundial.

Abril, 1945. Os dias finais da Segunda Guerra Mundial e Adolf Hitler declara guerra total. Mulheres, crianças e idosos são obrigados a se juntar ao fronte e repelir as forças invasoras na Alemanha. É neste momento da história que Corações de Ferro conta os últimos dias da equipe veterana que pilota Fury, um tanque Sherman em missão no país do Nazismo. No comando, temos Brad Pitt, no papel de Don “Wardaddy” Collier e sua equipe “Bíblia” (Shia LeBouf), Grady (Jon Bernthal) e “Gordo” (Michael Peña). A equipe perde um de seus membros e são obrigados a aguentar um substituto recém enviado à guerra, Norman Ellison (Logan Lerman), que é treinado em datilografia e conta com zero experiência em combate blindado e manuseio de tanques. Ao longo dos próximos dias, em meio a tanta violência e brutalidade, Norman entende o verdadeiro custo da guerra e como isso muda a essência do homem.

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O longa conta com uma direção fantástica, David Ayer mistura cenas de beleza melancólica com violência brutal de forma que a poesia de um complementa a realidade da outra, e de certa forma, reflete a dualidade dos personagens principais. Da mesma forma que em um momento, Wardaddy se ocupa em brutalmente assassinar prisioneiros de guerra nazistas e depois para e busca ter um momento de paz com algumas mulheres recém libertadas de uma cidade bombardeada, as cenas alternam entre melancólicas imagens de campos de batalhas destruídos e intensas cenas de exércitos se matando em combate brutal. A violência é detalhista e visceral, corpos são dilacerados, soldados não morrem imediatamente e agonizam, Corações de Ferro leva ao extremo da fidelidade histórica ao usar tanques reais da Segunda Guerra em meio ao seu teatro da carnificina.

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Apesar da beleza visual e temática inesperadamente intelectual, Corações de Ferro ainda é um filme de macho das antigas e se encaixa confortavelmente junto a filmes como Fugindo do Inferno de 1963 ou Os Doze Condenados de  1967. No entanto, a complexidade dospersonagens, depois de anos de conflito, reduz os soldados em seres que mal sabem se comportar como humanos, deixando para trás qualquer noção de misericórdia. O contraste entre Wardaddy, o veterano endurecido por anos e anos de mortes e Norman, que aos poucos começa a pegar gosto pela morte de nazistas, oferece um nível de complexidade a trama inesperado. Afinal, em tamanho sofrimento, como um filme de guerra pode considerar um lado os “heróis” e o outro os “vilões”?

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Corações de Ferro é um filme intenso, com uma direção primorosa, uma fotografia invejável e um roteiro que não teme ao aprofundar na capacidade de selvageria do homem. Altamente recomendado para fãs de filmes de guerra. O filme estreia no Brasil dia 05 de fevereiro.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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