CRÍTICA | A Criada – Mais uma surpresa coreana

A Criada é um drama intenso, cheio de reviravoltas e bastante imprevisível Para variar, o cinema coreano continua chegando no Brasil com os dois pés no peito. A Criada,...

A Criada é um drama intenso, cheio de reviravoltas
e bastante imprevisível

Para variar, o cinema coreano continua chegando no Brasil com os dois pés no peito. A Criada, o novo filme de Park Chan-wook, é o tipo de romance que impressiona pela originalidade, a ousadia e a criatividade. Um feito comparável ao clássico Casa Vazia.

Em 1930, numa Coréia do Sul ocupada pelo Japão…

Uma jovem chamada Sookee (Kim Tae-ri) é contratada para trabalhar de criada para uma herdeira japonesa rica chamada Hideko (Kim Min-hee). Apesar de adulta, Hideko permanece infantilizada devido à isolação e a criação ultra rígida de seu tio.

Sookee guarda um segredo. Ela na verdade é uma ladra aliada à um vigarista que finge ser o Conde Fujiwara (Ha Jung-woo). O “Conde” alega ser da alta sociedade nipônica e pretende se casar com Hideko para ganhar sua fortuna e joga-la em um asilo. Fujiwara só não contava que Sookee e Hideko eventualmente se apaixonariam…

Um romance proibido e muitas tramoias…

Separado em três partes distintas, A Criada cria uma trama complexa e um jogo de gato e rato completamente inesperado onde alianças se formam e se quebram. O enredo vai se desenvolvendo com excelentes reviravoltas e prende o fôlego.

Só por ter feito a Trilogia da Vingança, Park Chan-wook merece a distinção de ser um dos melhores diretores de todos os tempos (ele e Takashi Miike fazem Tarantino parecer um diretor de comédia romântica). Em A Criada, o diretor cria um filme visualmente impressionante, com uma direção marcante que consegue trazer beleza até do erotismo explícito.

A Criada é um filme pesado, complexo e que busca inspiração até nas artes de shunga e guro (movimentos pornográficos japoneses), mas não de forma menos fascinante. Foge um pouco do clichê de romance proibido de filmes onde o amor central é homossexual, e cria um certo senso de aventura e exploração entre duas jovens amantes se descobrindo.

Ao contrário de Carol, as protagonistas fazem uso de sua malandragem para derrotarem qualquer força que pretende mantê-las confinadas nos papéis “adequados” para uma mulher na época. E por isso, a jornada se torna ainda mais marcante.

Distribuído pela Mares Filmes, o filme estreia dia 12 de janeiro nos cinemas.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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