CRÍTICA | A Cura – Horror criativo, mas prevísivel

A Cura é um filme fascinante, mas com sérios problemas Horror, assim como comédia, tende a ter um aspecto de erro/acerto muito específico. Ou você tem medo do elemento...

A Cura é um filme fascinante, mas com sérios problemas

A CuraHorror, assim como comédia, tende a ter um aspecto de erro/acerto muito específico. Ou você tem medo do elemento assustador da narrativa ou você não tem. Muito dificilmente um filme do gênero vai impressionar a plateia se esta não sair com leves palpitações. Já terror tem um pouco mais de nuances, afinal seu impacto vem do medo que precede a revelação, aquela sensação de saber que algo espreita na escuridão, mas não sabemos quem/o que é. Boa parte do que torna A Cura um filme fascinante são seus elementos de horror.

A Cura” é para o bem estar

Em A Cura, conhecemos Lockhart (Dane DeHaan) um ambicioso funcionário de um fundo de investimentos, que recebe a missão de trazer de volta aos EUA um dos diretores da empresa que se refugiou em um centro de tratamento próximo aos Alpes Suíços.

O tal centro de tratamento é localizado nas montanhas e antigamente era um belíssimo castelo. O local é repleto de pessoas poderosas do mundo dos negócios vivendo uma pacata vida de spa. Tudo sob os cuidados do Dr. Volmer (Jason Isaacs), que crê piamente que as águas da fonte do local são cruciais para eliminar as mazelas do mundo moderno.

Lockhart acaba sofrendo um acidente e é obrigado a se recuperar no local e, aos poucos, começa a desvendar o mistério sinistro que casa o propósito do local com eventos que ocorreram 200 anos antes no castelo. Uma jornada que testará a sanidade do personagem e trará revelações perturbadoras sobre a cura.

O diretor Gore Verbinski (O Chamado, Piratas do Caribe) tem um olhar único para criar uma cenografia impressionante. A Cura já ganha um certo destaque pelo seu ambiente que cria um contraste entre cenas deslumbrante dos alpes suíços e os corredores claustrofóbicos do castelo. O longa cria uma mistura visual interessante e cresce como um filho entre David Lynch e Ken Russell.

Infelizmente, há problemas também. A Cura é simplesmente longo demais. A trama anda em ritmo de tartaruga, efetivamente eliminando a ansiedade que um filme de horror deve provocar. As inserções sobre o passado misterioso do castelo são introduzidas em diálogos artificiais e acabam assoprando a revelação muito antes da hora (não ajuda quando o filme tem um ator como Jason Isaacs no papel de “homem com um segredo”). A montagem também atrapalha. Sequencias de eventos são contadas fora de ordem sem agregar muito à narrativa e simplesmente servem para confundir quem assiste.

Vale a pena? Apesar de ser extremamente previsível e um tanto cansativo, fazia tempo que não surgia um filme de horror tão criativo quanto A Cura. Apenas pelo visual já é uma experiência interessante, só não espere sair devidamente perturbado como todo bom filme do gênero exige.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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