CRÍTICA | A Grande Mentira - Ian McKellen e Helen Mirren estreiam drama sem sal

CRÍTICA | A Grande Mentira – Ian McKellen e Helen Mirren estreiam drama sem sal

A Grande Mentira começa como um bom filme pipoca, mas termina esquecível Junte dois dos maiores atores vivos, Helen Mirren e Ian McKellen. Coloque ambos para basicamente atuarem um...

A Grande Mentira começa como um bom filme pipoca, mas termina esquecível

Junte dois dos maiores atores vivos, Helen Mirren e Ian McKellen. Coloque ambos para basicamente atuarem um contra o outro em um complexo jogo de gato e rato envolvendo tramoias e trambiques. Deixe o circo pegar fogo. Perca o fôlego antes do final. Basicamente é isso que pode-se esperar de A Grande Mentira, o novo longa dirigido por Bill Condon.

A Grande Mentira

Betty (Mirren) e Roy (McKellen) são dois viúvos na terceira idade em busca de um novo relacionamento. Ambos se conhecem na internet e imediatamente começam a se dar bem. Betty se encanta pelo charmoso e aparentemente inofensivo Roy. Na verdade, o velhinho é um grande cafajeste que se mete em diversos esquemas para roubar dinheiro e seu novo alvo é esta senhora, que leva uma vida confortável devido a um fundo deixado pelo marido falecido. Será que Roy vai se safar? Será que Betty é apenas uma velhinha inocente?

A forma como a trama é construída dá bem a entender que haverá uma reviravolta, mas isto não torna o filme menos interessante. Há tempos que Ian McKellen não tem a oportunidade de interpretar um vilão mais asqueroso como nos tempos de Ricardo III (1995) e Deuses e Monstros (1998 – também dirigido por Condon). É claro que o ator sempre será conhecido pela sua versão do Magneto, mas estamos falando aqui daquele tipo de vilão imoral e irrepreensível, que se deleita com sua própria crueldade. Algo que McKellen sempre fez muito bem, mas teve poucas oportunidades.

Já Mirren, quase sempre envolvida em franquias de ação com a veterana durona também diverte entregando uma vulnerabilidade calculada e ensaiada. Sua frieza natural contrapõe muito bem o que nitidamente parece ser uma persona falsa.

Em geral, A Grande Mentira é o tipo de suspense que se destaca pela competência dos protagonistas. Há muito tempo, desde que Glenn Close decidiu cozer um coelho na casa do Michael Douglas que lembramos há quanto tempo o cinema não cria uma experiência que apenas pretende encantar com o talento dos atores.

Mesmo assim

A “reviravolta” é um tanto quanto forçada. Tipicamente quando um suspense tem sua revelação no terceiro ato, não se espera que o filme pare para explicar toda a tramoia por trás, inserindo doses cavalares de informação adicional para o desfecho fazer sentido é sinal de um roteiro preguiçoso. Lembra do final de Garotas Selvagens, que tentam voltar atrás e explicar um monte de coisa no terceiro ato? Pois é.

Trata-se de um suspense com um final um pouco fraco e previsível, mas ainda assim com uma jornada intrigante e divertidíssima. Não é o tipo de filme que vai marcar, mas como entretenimento pipoca, com certeza exitem opções consideravelmente piores.

Até a próxima!

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Nota
6.8
Nota
O bom
  • Jim Carter de Downton Abbey está no elenco!
  • Por que Ian McKellen não faz mais papéis de vilões? Ele é um ator shakesperiano clássico!
  • Direção
    7
  • Roteiro
    5
  • Elenco
    9
  • Enredo
    6
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