CRÍTICA | A Grande Muralha – Faz tempo que não fazem aventuras assim

A Grande Muralha fez algo não visto há muito tempo: criou uma aventura para divertir A Grande Muralha é o típico filme que é um prato cheio para cri-críticos....
A Última Miralha

A Grande Muralha fez algo não visto há muito tempo:
criou uma aventura para divertir

A Grande MuralhaA Grande Muralha é o típico filme que é um prato cheio para cri-críticos. Um filme com temática chinesa onde os pôsteres apresentam um protagonista branco em um papel que, aparentemente, denota que ele liderará o povo “nativo” contra o mal. É natural que depois de filmes como Dança com Lobos e Avatar, a ala mais politizada do entretenimento seja um pouco frenética no gatilho na hora de gritar “racismo”. Será que o longa merece?

Alienígenas, guerreiros e uma Grande Muralha

No universo de A Grande Muralha, a maravilha do mundo não foi construída apenas para repelir as invasões Mongolianas. Protegida e munida pela Ordem Sem Nome, a gigantesca estrutura existe para impedir que uma horda de monstros alienígenas invadam a China. Estas criaturas despertam há cada 60 anos e a muralha é a primeira linha de defesa.

Alguns dias antes da invasão, chegam na muralha William (Matt Damon) e Tovar (Pedro Pascal), dois soldados pilantras que buscam pólvora negra. A substância só existe na China e o resto do mundo pagaria uma nota preta pela arma. Rapidamente são capturados e têm a oportunidade de testemunhar o primeiro ataque dos Tao Tei. Desesperados para sobreviver, ambos entram para a luta e ganham um módico de respeito das tropas.

A Ordem sem Nome é composta por cinco divisões lideradas pelos generais da Muralha. Cada um tem uma armadura colorida e temática de animal, lembrando um certo grupo de cavaleiros que fazem elevar o cosmo até o coração. A verdadeira heroína da trama é Lin Mae (Tian Jing), que se torna a comandante da Ordem e responsável por repelir o ataque mais violento da história dos Tao Tei.

E o Damon? Ele aos poucos se vê intrigado por estes guerreiros que lutam por mais que um punhado de ouro e um prato de comida. Suas habilidades como arqueiro e seus conhecimentos de táticas, não familiares pela ordem, o tornam crucial no combate, mas claramente ele só está aqui para acompanhar e não tomar controle.

Como outros filmes de Yimou Zhang, espere altas acrobacias, muitas cores e uma fotografia marcante. A Grande Muralha não almeja ser nada mais quem uma fantasia e uma aventura divertida e, neste quesito, funciona muito bem.

E é estranhamente gratificante ver Matt Damon resgatando alguém, ao invés de ser o resgatado. O filme estreia dia 23 de fevereiro nos cinemas.

Até a próxima!

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Criticas

Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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