[CRÍTICA] A Guerra da Rainha Vermelha – Vol 1: Prince of Fools

Mark Lawrence revisita seu Império Destruído em A Guerra da Rainha Vermelha – Vol 1: Prince of Fools Bem-vindos ao Império Destruído, um mundo medieval erguido nas cinzas de...

Mark Lawrence revisita seu Império Destruído em
A Guerra da Rainha Vermelha – Vol 1: Prince of Fools

Bem-vindos ao Império Destruído, um mundo medieval erguido nas cinzas de nosso planeta após uma guerra cataclísmica que devastou a população humana. Neste mundo, reis e rainhas vivem em guerra constante para tomar o trono de Imperador, em uma terra assombrada por pesadelos vivos e resquícios da tecnologia humana que trouxe o fim da civilização. Após a Trilogia dos Espinhos, uma nova trilogia se passa neste universo –  A Guerra da Rainha Vermelha – Vol 1: Prince of Fools – e novamente, o destino do reinado está nas mãos de um anti-herói bem questionável.

Depois da violenta jornada de Jorg de Ancrath, conhecemos o Príncipe Jalan Kendeth, neto da notória Rainha Vermelha e décimo na linha de sucessão do trono. Nosso “herói” é um hedonista canastrão, covarde e acostumado com a boa vida que vive, para desfrutar dos prazeres da alta sociedade e ignorar completamente a misteriosa guerra que sua avó trava. Em suas próprias palavras:

“Sou um mentiroso, um trapaceiro e um covarde, mas nunca, jamais, irei decepcionar um amigo. A menos que, para não decepcioná-lo, seja preciso demonstrar honestidade, jogo limpo ou bravura.”

Uma tentativa de assassinato com magia, coloca Jalan em encontro com Snorri ver Snagason, um gigantesco guerreiro viking. Ambos são infectados por uma estranha energia mística que se torna fatal caso um se afaste do outro. Começa aqui uma jornada que os levará ao gélido norte do Império Destruído para enfrentar um exército de necromantes e sua horda de mortos vivos.

A narrativa de Mark Lawrence é extremamente divertida e viver esta jornada do ponto de vista de um protagonista canalha garante boas risadas. Jalan não é completamente pilantra e sua evolução como personagem frente às enormes dificuldades cativa qualquer leitor. O autor consegue brincar com as expectativas do leitor fazendo o protagonista sempre reagir da pior forma possível para todos os desafios impostos, sempre com resultados engraçados.

Quem já leu a Trilogia dos Espinhos sabe que o Império Destruído não é lugar para o herói a la príncipe encantado, e somente uma alma podre consegue sobreviver a misteriosa guerra travada por seres sobrenaturais que manipulam a realidade deste mundo. Ao contrário de Jorg (que recebe uma pequena participação especial neste livro), Jalan é completamente alienado e sem ambição, sendo que o fardo de impulsionar a narrativa fica sempre sob os ombros de Snorri, que quebra o clichê do bárbaro ultra-violento se mostrando como uma alma nobre, aventureira e com um conhecimento invejável da geografia e política do Império.

Vale a pena? A Guerra da Rainha Vermelha – Vol 1: Prince of Fools é a fantasia ideal para leitores que buscam um anti-herói e uma linguagem narrativa dinâmica, divertida e incrivelmente humana. A saga é distribuída no Brasil pela Editora Darkside.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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