CRÍTICA | A Maldição da Residência Hill: vale a pena maratonar!

Hora da tensão...

Terror da Netflix mistura drama e referências do cinema clássico deixando o espectador preso à tela

A fim de uma série para maratonar neste mega feriadão? A Maldição da Residência Hill é digna de você, pode confiar! O drama + terror da família Crain consegue entreter com o ar nostálgico do cinema clássico e traz elementos do terror, como Stephen King e seu saudoso Hotel Overlook.

Passado, presente e futuro

Em A Maldição da Residência Hill a linha temporal segue misturando o passado com o presente, enquanto acompanha a família Crain, que compra a mansão para restaurar e vender. A mãe Olivia (Carla Gugino), é a arquiteta que projeta os cômodos e a planta, o pai Hugh Crain (Henry Thomas/Timothy Hutton) é quem coloca a mão na massa para consertar tudo e as crianças Steve (Paxton Singleton), Shirl (Lulu Wilson), Theo (McKenna Grace), Luke (Julian Hilliard) e Nell (Violet McGraw) se envolvem no clima pesado que a mansão permeia.

Cada um com sua própria “neurose”, como a pequena Nell e a mulher do pescoço torto e o dom de Theo e Olivia tão próxima de Jack Torrance, a Mansão se mostra uma célula viva que interage com os personagens do seu próprio jeito.

Uma família despedaçada

Depois de 20 anos de uma tragédia na Residência Hill, os Crain estão espalhados pelo país e com um relacionamento complicado. Steve (Michiel Huisman) garante o sucesso escrevendo sobre o terror da família, Shirl (Elizabeth Reaser) possui uma casa funerária, Theo (Kate Siegel) é psiquiatra infantil e mora na edícula de sua irmã mais velha, Nell (Victoria Pedretti) custa a levar uma vida normal depois de tantos traumas na infância e tem um papel crucial nas mais reviravoltas da família Crain. Seu gêmeo Luke (Oliver Jackson-Cohen) é um viciado que já perdeu a credibilidade com todos em sua família e, agora, se junta à todos para retornar aos pesadelos de sua infância e encarar os fantasmas do seu passado.

É impossível não se conectar com os personagens, tirando o incrivelmente chato Steve. A série mostra os efeitos da Residência Hill em cada um deles, a falta de conhecimento sobre os eventos da última noite na mansão e como lidarão com as tragédias futuras.

A produção da série é muito bem feita, apesar de deixar o terror de lado lá para a metade dos episódios e virar um dramalhão da família Crain. O mais importante é que responde a maior parte das perguntas no final da temporada, deixa um pouquinho mais para “mastinharmos” para uma segunda sem causar um ataque de pânico se não tiver uma continuação no final das contas.

Bora para a maratona?

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Nota:
8.3
Nota:
O bom
  • Prende a atenção; tem um clima tenso de terror e drama bem intenso
O ruim
  • Se perde e deixa o terror de lado e foca mais no drama da família
  • Direção
    8
  • Elenco
    9
  • Roteiro
    8
  • Produção / Fotografia
    8
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