CRÍTICA | A Princesa e a Plebeia (Netflix) - Mais um filme de troca de personalidade

Filminho "má ou meno", mas diverte!

Em A Princesa e a Plebeia temos mais uma história de troca de “corpos”

Calma….Você se lembra de Um Sexta Feira Muito Louca, Coisas de Meninos e Meninas, A Outra Face, Operação Cupido, Se Eu Fosse Você (franquia), Eu Queria Ter a Sua Vida, Garota Veneno, De Volta aos 18, entre outros? Quase todos eles vieram de O Príncipe e o Plebeu de Mark Twain (teve até uma versão do Mickey, lembra?) O que eles têm em comum? Os protagonistas trocam de corpo e assumem a vida um do outro. Certo? Em A Princesa e a Plebeia é outra versão da história “rico troca de lugar com pobre” com garotas e no Natal!

A Princesa e a Plebeia – mais uma comédia romântica de Natal

“Caraca Freakpop! Resolveu zerar os filmes de Natal da Netflix?” SIM!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mais uma produção natalina para você avaliar na plataforma. Não reclame! Vamos lá: Em A Princesa e a Plebeia, Vanessa Hudgens interpreta duas personagens. De um lado, a ambiciosa Margaret Delacourt, uma confeiteira/boleira que viaja para Belgravia (um reino fictício) para competir em um reality show de bolos de Natal. Do outro lado, a atriz interpreta a Duquesa de Montenaro, Stacy. Ela é a noiva prometida do príncipe Edward (Sam Palladio).

Um dia, as duas se encontram e descobrem que são iguais. Com uma explicação que não faz o MENOR sentido, elas trocam de lugar. Stacy incorpora a americana de Chicago e Margaret assume o sotaque inglês para se passar pela duquesa.

Confusões na monarquia e na plebe

Stacy, a duquesa, não conhece seu noivo. Ela se muda para Belgravia para casar com o príncipe e cumprir o acordo político entre reinos. A verdadeira Stacy é dona de uma elegância ímpar, já a jovem de Chicago acaba tendo comportamentos atrapalhados para a persona da Duquesa e, obviamente, o príncipe se apaixona por ela.

Enquanto isso, Margaret precisa deixar de ser tão certinha para curtir a vida de confeiteira. O problema é que a americana viajou para Belgravia acompanhada de seu melhor amigo e sócio, e sua filha. Então Stacy, agora se passando por Margaret, precisa também lidar com Kevin (Nick Sagar).

Monarcas e plebeus enfrentam várias confusões! E as situações são adoráveis. A nova Duquesa e futura princesa de Belgravia encanta seu noivo com ideias sociais e inclusão da monarquia em projetos que envolvem um grande orfanato local. Enquanto a monarquia se aproxima dos carentes, os dois se conhecem melhor e a falsa duquesa desperta um lado mais humanitário no príncipe.

Já nos preparativos para a grande competição de bolos de Natal, a falsa Margaret vive uma rotina simples, respira o ar da “liberdade”, se diverte curtindo a viagem e, obviamente, se apaixona por Kevin. Um Kevin que já era apaixonado por Margaret antes mesmo da troca.

Romance e Natal

O desenrolar desse troca-troca é bem óbvio, mas em A Princesa e a Plebeia temos um delicioso clima de Natal envolvendo esses dois casais apaixonados. A resolução do filme é pouco satisfatória e rápida demais. Sentimos que o roteiro priorizou levar para a tela o dia a dia das duas personagens trocadas e, na hora de encerrar a história, faltou dinheiro.

Tudo se resolve muito rápido e sem um clima romântico de fato, e acaba colocando a produção como uma das mais fracas nesse gênero de “troca de corpos”. Não que os outros filmes citados acima sejam excepcionais, afinal a narrativa é absurdamente batida, mas a gente torcia por algo melhorzinho no final.

E a produção e elenco?

O elenco não tem ninguém da série “B” de atores de Hollywood, a própria Vanessa Hudgens se esforça para viver as duas personagens, mas no meio do filme já não percebemos muito diferença exceto pelo sotaque britânico horrível que ela faz. Além disso, o príncipe poderia ser mais atraente. Só achamos…

Com isso, o visual de Belgravia se aproxima do que temos em O Diário de Uma Princesa (franquia), mas sem o mesmo charme de um elenco bom somado duas histórias boas. Achamos que falta um pouco de criatividade também e o longa dá mais espaço para a realeza do que para o reality show, tornando os dois “mundos” extremamente superficiais e zero atrativos.

Vale a pena? 

Sim! Entre os filmes de natal avaliados por nós, esta é a melhor sugestão para vocês. A Princesa e a Plebeia já está disponível na Netflix.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

Nota:
6
Nota:
O bom
  • A produção em si é bonitinha....
  • A menina que faz a filha do Kevin é adorável....
O ruim
  • Vanessa Hudgens é ok para o papel...
  • Falta magia de Natal...
  • O final é ruim!
  • Direção
    6
  • Elenco
    6
  • Roteiro
    6
  • Produção / Fotografia
    6
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CriticasFilmes

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