[CRÍTICA] A Série Divergente: Convergente – O que os adolescentes beberam?

Chegamos na parte um da terceira parte da saga Divergente: Convergente. Oi? Bem, vamos lá. A Série Divergente: Convergente é o terceiro filme da franquia teen de sucesso – argh!...

Chegamos na parte um da terceira parte da saga Divergente: Convergente. Oi?

a-serie-divergente-convergente-critica-freakpop-01Bem, vamos lá. A Série Divergente: Convergente é o terceiro filme da franquia teen de sucesso – argh! – que chega aos cinemas com mais uma fatia da aventura de Tris (Shailene Woodley) e Quatro (Theo James) em busca do cara que comanda a porra toda por trás da cerca. Com uma tentativa de dar um tom mais fresco para a história, o filme começa após eles terem decifrado a mensagem de Edith Prior e da morte da maquiavélica Jeanine (Kate Winslet). Cega com a ideia de sair de Chicago e certa de que as respostas estão bem longe de lá, a heroína e sua turma armam uma fuga da conturbada mãe de Quatro (!) e se deparam com um mundo calmo e controlado por David (Jeff Daniels). Para a surpresa de todos, Tris descobre que ela é uma sangue puro enquanto os demais são danificados e somente a sua genética pode ajudar o plano de David de salvar o mundo.

Putaquepariu que preguiça! Tá….as coisas não vão bem quando Johanna (Octavia Spencer) e Evelyn (Naomi Watts) resolvem declarar guerra entre as facções, ainda dentro da cerca. Em paralelo, Quatro pressente que algo está bem errado nesta sociedade “perfeita” comandada por David e Tris, mais uma vez, enfia os pés pelas mãos e toma as decisões erradas que a fará ficar em perigo (será que rola de não salvar a mocinha?). Munidos de muita tecnologia, drones e um soro que apaga as memórias das pessoas, embarcamos em uma aventura lenta, explicativa, didática e zero envolvente onde adolescentes tentam salvar a humanidade da distopia fazendo o que eles sabem de melhor: atirar, porque a inteligência de deduzir quem é vilão e quem é o mocinho ficou fora do roteiro. Neste filme, o corte final do diretor Robert Schwentke insulta a audiência com tamanha capacidade de não saber criar atos bem definidos, tensão e reviravoltas imprevisíveis. É neste momento que temos mais fé nos livros do que no cinema.

São quase duas horas de takes na cara cansada de Woodley tentando impor respeito como uma líder e ainda tendo seus momentos abobadamente apaixonados por Quatro. De outro lado, Miles Teller, que interpreta Peter, repete suas piadas sarcásticas e tem o mesmo arco de personagem dos dois filmes anteriores! Caleb (Ansel Elgort) fica com a missão “redenção” da vez e consegue irritar a audiência com seus bicos e expressões de cachorrinho caído do caminhão de mudança. Alguns personagens seguem com pouquíssimo tempo em tela, porque sim ou porque morrem,  e o final do filme é IGUAL ao Jogos Vorazes: A Esperança – Parte I. Hora de declarar: GUERRA!

Para piorar, A Série Divergente: Convergente teve a pachorra de copiar elementos das saga Harry Potter e Maze Runner. Então sinceramente, não sabemos mais quem imita quem – levando em consideração Jogos Vorazes, Maze Runner e Divergente. O ponto é: a ausência de criatividade, a confusa tentativa de propor uma narrativa épica sobre distopia e o esforço enorme visual para elaborar um cenário marcante é exaustivo. Fora que o casal romântico necessário nessas sagas teens só serve para intercalar as cenas de ação com a exposição de barrigas definidas, e graças a sei lá quem, Theo James é um PUTA colírio, porque só o Quatro salva alguma coisa desta adaptação com seus músculos bem definidos e pancadarias eficientes. Pelo menos o coreógrafo de lutas trabalhou bem.

Woodley, volte para a nevasca, Miller, volte pra bateria, Elgort, volte pro video game e Naomi Watts….esquece.

A Série Divergente: Convergente estreia dia 10 nos cinemas, é um sucesso teen inexplicável baseado nos livros de Verônica Roth e a última parte do série – graças a Deus – estreia ano que vem.

Cada vez mais sentimos falta de Crepúsculo.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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