[CRÍTICA] A Visita – M. Night Shyamalan e seu filme de terror com idosos

Em A Visita, M. Night Shyamalan está em um relacionamento sério com o estilo found footage Ai ai…..o que acontece quando um diretor resolve usar o estilo found footage para...

Em A VisitaM. Night Shyamalan está em um relacionamento
sério com o estilo found footage

a-visita-m-night-shyamalan-critica-freakpop-3Ai ai…..o que acontece quando um diretor resolve usar o estilo found footage para filmar um filme de terror? Batido?! Pois é. Em A Visita, novo longa do diretor M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido – 1999), duas crianças vão conhecer seus avós pela primeira vez em uma distante fazenda. Chegando lá, o que deveria ser uma semana de descobertas, amor, carinho e muitos quitutes, se transforma em uma verdadeira experiência bizarra com direito a nudes da terceira idade. 

Com uma premissa nada promissora, Shyamalan aposta em um estilo de direção que já está saturado no mercado: found footage, o mesmo usado nos filmes da saga Atividade Paranormal ou, o que é de conhecimento da maioria, A Bruxa de Blair (1999). Sem apresentar nenhuma novidade no resultado final da película, A Visita é recheado de elementos visuais já vistos em sua grande obra de 1999, mas decepciona com o desenrolar da trama. 

Antes de criticar seu novo projeto, vale relembrar o histórico do diretor. Desde o dia em que Haley Joel Osment viu gente morta e confessou isso ao Bruce Willis, Shyamalan se tornou a grande aposta de filmes de terror/suspense de Hollywood. Ainda com bons projetos como Corpo Fechado (2000), Sinais (2002) e A Vila (2004), o indiano conquistou seus fãs deixando a audiência com uma boa expectativa antes de uma nova estreia. Infelizmente, seus filmes passaram a desandar após A Dama na Água (2006) e de lá pra cá ele virou o diretor conhecido por…O Sexto Sentido. Será que ele perdeu a mão? Não! Defendemos que não, pois mesmo que o roteiro seja previsível ou até mesmo banal, Shyamalan ainda sabe trabalhar duas coisas em seus longas: a tensão e os sustos. Em A Visita, a audiência fica incomodada com a falta de evolução dos personagens, ausência de empatia com os protagonistas e a cansativa troca de câmeras, mas ninguém vai querer sentar em uma cama no escuro sabendo que uma idosa louca está no mesmo ambiente. 

Reutilizando elementos visuais do O Sexto Sentido, como a cor vermelha em cenas tensas e maçanetas que não funcionam com um propósito, Shyamalan consegue brincar com o horror/terror em cenas bem assustadoras. Atrelado ao fato dos idosos carregarem boa parte do suspense, esquecemos completamente de nos importar com um menino de 13 anos que tem nojo de germes e que paga de rapper, e de uma menina de 15 metida a diretora de filme. E sim, o lance found footage só acontece porque a mãe das crianças não vê os avós há anos, então os filhos resolvem transformar a viagem em um documentário e querem, sei lá porque, tentar fazer seus avós perdoarem a mãe por ter ido embora de casa. Oi? Quê? What? Ninguém se importa! Mas tirem essa camisola da velha porque depois das 21h30 ela vira o cão mano! 

O roteiro é realmente vago, não aprofunda na trama e, os mais calejados de filmes de terror sacam rapidinho “qualé que é” da fazenda e dos velhos. Outro ponto interessante deste projeto é sua duração, com apenas 1h34, o longa consegue equilibrar o tempo de exposição dos personagens antes e depois do terror iniciar. A fotografia das cenas e enquadramentos são assinaturas do diretor: é muito claro que o filme é do M. Night Shyamalan, o que só favorece a obra. Mas vale ressaltar que as piadas provenientes do moleque cortam o clima muitas vezes e são repetitivas, dando um ar mais cômico para uma história de malucos.

Mesmo não sendo um puta filme, A Visita tem seus méritos e talvez seja considerado uma renascença do diretor. É bom sentar e não piscar por um tempo tentando entender onde ele quer chegar, já que Shyamalan também assina o roteiro. A grande verdade é: já estamos ansiosos por sua próxima estreia. Bingo!

A Visita estreia dia 26 de Novembro no Brasil e conta com um elenco quase desconhecido. Olivia DeJongeEd Oxenbould (Alexandre e o Dia Terrivel, Horrível, Espantoso e Horroroso) como os netos Becca e Tyler. Deanna DunaganPeter McRobbie (Lincoln) como os avós e Kathryn Hahn (Parks and Recreation) como a mãe.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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