Aladdin live-action com Will Smith crítica sem spoilers

CRÍTICA | Aladdin live-action não decepciona, mas força uma coisa ou outra

O MUNDO IDEAAAAAAAAAAALLLLLLLLLLLLLLL!

Aladdin chega nos cinemas com sua versão live-action e com uma Princesa Jasmine feminista

Mais um live-action da Disney chega aos cinemas. Aladdin, de 1991, ganha uma versão cinematográfica cheia de efeitos e magia, mas peca numa forçação de barra feminista empoderada bem desnecessária. Mas vamos lá, a história você já conhece: Aladdin (Mena Massoud) é um ladrão que se apaixona pela princesa Jasmine (Naomi Scott) sem saber que ela é a herdeira do trono. Um belo dia ele é capturado por Jafar, o conselheiro do Sultão (Navid Negahban), e forçado a entrar em uma caverna onde fará o resgate de uma lâmpada mágica. Abu, o fiel macaco de Aladdin, ferra o rolê e eles acabam presos no local. Aladdin esfrega a lâmpada, o Gênio (Will Smith) se apresenta e a aventura começa.

Novidades no roteiro?

Não existe nenhuma mudança considerável no roteiro em relação à animação original, uma coisa ou outra é incorporada para compor o romance dos dois, mas o desenrolar é o mesmo. Aqui o que vale é a experiência visual e a reconstrução das icônicas músicas e danças da trilha sonora tão conhecida e querida.

Da animação para a “vida real”…

Os atores escolhidos são cativantes, exceto o que interpreta Jafar pois não convence como vilão maligno. Falta um presença e mistério e a voz do ator é aguda demais para o personagem. Sim, Jafar ainda é um bruxão árabe, alto e esguio que dá medo só de olhar. Aqui no filme sua versão é mais leve, talvez para não assustar a nova geração que se apaixonará pela história.

Já Jasmine e Aladdin entregam ótimas atuações e Will Smith como o Gênio, rouba a cena 100% . Inclusive o filme começa, de fato, quando ele aparece. Os demais personagens têm seus momentos, mas quando Jasmine precisa afirmar a cada cinco minutos que ela é capaz de governar um país e ser independente…A casa cai.

Feminismo e empoderamento ao extremo

Sabemos que atualmente o tema está em alta. É impossível não ler algo sobre feminismo ou  “empoderamento” nas redes sociais e notícias. E já faz um tempo que o mercado de entretenimento têm potencializado o assunto para ganhar prestigio. Desde a série da Supergirl, lançada em 2015, até Mulher-Maravilha que ganhou um filme solo, a cada novo lançamento de super-herói na TV ou no Cinema, a internet pesa para que as mulheres tenham mais espaço.

Bem, uma coisa são as heroínas terem seus filmes solos dentro de um universo que ainda é dominado por personagens masculinos, outra coisa são elas assumirem um tom exagerado de “We Can Do It” sem embasamento e de forma forçada. Que é o que acontece com a princesa Jasmine em Aladdin.

Ela é filha única e extremamente protegida pelo seu pai. Sob influência de Jafar, acaba sendo aprisionada no castelo, não podendo viver sua vida fora do local. Com isso, ela ganha tempo para estudar sobre leis, governos e sobre o mundo. Se preparando, de fato, para assumir um papel de líder frente ao seu povo.

O longa abre com essa Jasmine independente e que está apta para mandar na porra toda sem precisar de um marido, mesmo se apaixonando por Aladdin. Porém, contudo, entretanto, o filme para em vários momentos cruciais da narrativa para reforçar essa personalidade dela. Inclusive quando o embate entre o “bem e o mal” é estabelecido, ela ganha uma cena e uma música dedicadas em mostrar que Jasmine é uma princesa feminista, emponderada e independente. PQP, pra que?

Ainda é um um filme infantil e o reforço de que a mulherada não precisa de macho pra viver já está estabelecido. Esse Conto de Fadas do “Viveram Felizes Para Sempre” vem sendo quebrado desde Merida de Valente (2012), as irmãs de Frozen (2013), Zootopia (2016) e até o recente Wi-Fi Ralph (2018). A Disney já tem reposicionado suas personagens femininas, só que exageraram em Aladdin.

Na animação o pai de Jasmine cancela a regra de que ela só poderia se casar com um príncipe, aqui ele elege ela Sultana e ela mesma cancela a regra. É legal o espaço e a personalidade nova da princesa? Sim, mas vamos com calma.

Vale a pena?

Vale sim. Aladdin é bem produzido, as versões das músicas ficaram ótimas, mas seguimos sem entender onde que a Disney quer chegar com esses filmes. Entendemos que é para atingir um novo público que talvez não se interesse pelas clássicas animações, mas ao mesmo tempo fica um enorme ponto de interrogação.

Malévola vai ganhar uma sequência, o primeiro foi massacrado pela crítica; O Rei Leão estreia este ano, mas parece um documentário do NatGeo; Mulan será o filme mais caro do cinema, estimado em 300 milhões de Trumps; Mogli – O Menino Lobo é bem bonito, mas totalmente esquecível. Isso sem falar em Cinderela e A Bela e a Fera, ambos já esquecidos pelo grande público.

Agora nos resta aguardar e tentar entender melhor essa movimentação e investimento todo. Tudo bem, tem retorno de licenciamento e o escambau, mas falta fôlego para serem projetos memoráveis.

Aladdin estreia dia 23 de maio nos cinemas.

Küsses,

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Nota:
7.3
Nota:
O bom
  • Tem uma virada na história do Gênio que é bem legal!
  • O filme demora pra engrenar, só fica bom quando o Gênio aparece.
  • ABU! <3
O ruim
  • A direção é boa, mas não tem a assinatura de Guy Ritchie.
  • Jasmine canta uma música péssima!
  • Falta magia no tapete, ele é bem falso. Parece que acabou o dinheiro do CGI.
  • Jafar...Péssimo!
  • Direção
    7.5
  • Elenco
    7.5
  • Produção / Fotografia
    7
  • Roteiro adaptado
    7
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