[CRÍTICA] American Horror Story Hotel – Ep. 04 – Devil’s Night

Em American Horror Story Hotel um jantar fantasmagórico leva a trama para outra direção No episódio passado comentamos que o roteiro foi mais focado em flashbacks de alguns personagens. Esse...

Em American Horror Story Hotel
um jantar fantasmagórico leva a trama para outra direção

No episódio passado comentamos que o roteiro foi mais focado em flashbacks de alguns personagens. Esse conteúdo foi totalmente necessário para embasar a fúnebre insanidade e horror do quarto episódio. Em Devil’s Night acompanhamos um jantar organizado por March para seus convidados mais especiais: falecidos serial killers e John, o policial.

Então espera, temos fantasmas de assassinos e um humano entre eles? Seria uma alucinação ou estamos acompanhando uma série inspirada em O Sexto Sentido (1999) e ninguém se atentou ainda? Uma coisa é certa, John bebeu e muito nesta noite, então todo episódio pode ser uma grande revelação ou uma intensa ressaca, parabéns Ryan Murphy, Devil’s Night foi o melhor episódio até agora de American Horror Story Hotel.

Entre os ilustres convidados, March é apresentado como líder e uma inspiração aos demais assassinos. Entre uma prostituta, um viciado em ácido e um esquartejador, todos têm um passado sanguento e, consequentemente, algumas passagens pela policia. John reconhece cada um e tenta, com todas as suas forças, compreender o que ele está “vendo”, até  Sally aparecer.

Uma mãe desesperada leva seu filho para casa. Alex não compreende porque seu filho não cresceu e se comporta de forma tão estranha. Em uma tentativa de tê-lo de volta, seu cachorro é assassinado e ela se sente na obrigação de levar o menino de volta para a Condessa. Chegando lá, a dona do hotel explica os benefícios e horrores da vida eterna e Alex tem que tomar uma difícil decisão.

Conhecemos também um pouco do passado da camareira Miss Evers e sua obsessão por deixar os lençóis limpos. A história de sua vida tem grande semelhança com a o fato de John ter tido seu filho sequestrado. O policial fica cego e totalmente envolvido com o que houve e esquece, literalmente, de olhar para os lados. Manipulação ou remorso?

Devil’s Night proporciona para a audiência um grande “fôlego” e diversas oportunidades de distanciar esta temporada das comparações com a primeira, Murder House (2011), revitalizando os elementos horror e suspense de forma impecável. São 46 minutos intensos que levam a história para outro lado pra lá de intrigante. Destaque para Evan Peters que está excepcional. Seu personagem até supre a falta dos gritos e momentos de instabilidade emocional que Jessica Lange sempre trouxe nas temporadas anteriores.

O que realmente acontece no Hotel Cortez ainda não sabemos, mas uma coisa é certa: observar os corredores, lençóis e paredes são tão importantes quanto se atentar ao passado das criaturas que ali vivem.

Ah, estavam com saudades de uma maquiagem de palhaço?

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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