[CRÍTICA] American Horror Story Hotel – Ep. 06 – Room 33

Em American Horror Story Hotel,  John faz seu último check-in no Hotel Cortez Conhece aquele ditado “O que acontece em Vegas, fica em Vegas”? Pois é, aplicando este jargão ao...

Em American Horror Story Hotel, 
John faz seu último check-in no Hotel Cortez

Conhece aquele ditado “O que acontece em Vegas, fica em Vegas”? Pois é, aplicando este jargão ao sexto episódio da temporada, chegamos na metade trana de American Horror Story Hotel e algumas desconfianças são confirmadas pelos estranhos corredores do Hotel Cortez. Basicamente, quem morre no Hotel fica no Hotel e cabe ao novo hóspede descobrir o seu “propósito” para conseguir alguns minutos fora do macabro prédio.

Estão preparados para momentos tensos de terror e horror? Este episódio é um dos mais aterrorizantes até agora, pois boa parte se passa sob o ponto de vista de uma estranha e pequena criatura. Um ser sem face que nasceu em porão de uma casa mal assombrada, cuja estrutura carrega a alma de muitos assassinatos. Isso te lembra algo? 

Conhecemos mais um pouco sobre o passado da Condessa. Uma jovem desolada procura um médico em uma fina casa para tirar seu bebê de três meses. O que ela não sabia é que o bebe já estaria pronto para viver…e matar. O que nasceu no porão do casarão em 1926, agora tem seu próprio quarto, o Room 33, localizado no Hotel Cortez. A Condessa o esconde à sete chaves e, de repente, em um breve e mórbido momento de fragilidade, entendemos sua afeição com as criancinhas de terninhos pretos. 

John tem um pesadelo. Ele sonha com seu filho Holden, descobre o segredo da piscina no porão do Hotel e acaba na cama com duas amigas estrangeiras. Opa! Como? Pois é. Alex já entendeu o seu “propósito” dentro do hotel: ser fiel à Condessa. Fidelidade esta que outros residentes não estão respeitando. Liz Taylor e Tristan protagonizam uma das cenas mais ardentes da temporada e carregam um dos discursos mais importantes sobre homossexualidade que Ryan Murphy poderia ter em uma de suas séries. Mais um tapa na cara dos conservadores de plantão, já que Tristan se entrega ao amor e é forçado à se prostituir minutos depois. 

A conversa e relação dos dois não só é um dos pontos mais importantes para compreensão da persona de Liz Taylor, como determina os próximos passos da Condessa, comprova seu poder e oferta para a audiência o que ela é capaz de fazer quando traída. Resumindo, Room 33 foi o episódio mais revelador até agora, levando a temporada ao ápice e deixando a audiência completamente perdida sobre o rumo da história. Com uma direção primorosa e momentos de puro medo, American Horror Story Hotel retoma e homenageia o terror da primeira temporada de forma intrigante. 

A única certeza agora é que John fez seu check-in no Hotel Cortez. 

Küsses, 

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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