[CRÍTICA] Angry Birds: O Filme – Divertido, mas faltou alguma coisa…

Angry Birds: O Filme – já está em cartaz nos cinemas Das telas do seu celular ou PC para o cinema. Angry Birds, a saga de jogos da finlandesa Rovio Entertainment lançada...

Angry Birds: O Filme – já está em cartaz nos cinemas

angry-birds-o-filme-critica-1Das telas do seu celular ou PC para o cinema. Angry Birds, a saga de jogos da finlandesa Rovio Entertainment lançada em dezembro de 2009, chega ao universo cinematográfico com uma animação bem feita e divertida.

Red (dublado pelo Marcelo Adnet) é o protagonista que, após um ataque de nervos, é enviado para um tratamento de raiva. Ele não só é considerado o mais nervoso pássaro da ilha, como tem um passado. Órfão e vitima de bullyng por suas grandes sobrancelhas, Red vive na praia, isolado da cidade e não é dos mais cordeais, além de não ter amigos. Em seu tratamento ele conhece Chuck (Fábio Porchat), Bomba (Mauro Ramos), Terence (Sean Penn – personagem só murmura) e Matilda (Dani Calabresa), a “psicóloga/professora de ioga”. Sem interesse algum de mudar seu gênio e de fazer amizades, Red está tentando fugir dessa terapia quando os Porcos chegam na ilha.

Munidos de alegria em excesso e bugigangas, os ingênuos pássaros recebem os porquinhos com uma grande festa. Red, obviamente, segue mau humorado e não acredita em toda aquela solidariedade e honestidade. Após muita bagunça, os porcos destroem a cidade e vão embora com todos os ovos. Red estimula a raiva em todos os pássaros da ilha, busca uma esperança em um gavião que é referência em coragem e sabedoria, e resolve navegar pelo mar até a ilha dos porcos. Chegando lá, finalmente, vemos os Angry Birds em ação em um gigante estilingue destruindo a cidade e tentando armar um bom plano para salvar os ovos.

A  história é simples, tem muitas referências bacanas para os adultos, mas falta algo. Para dar “vida” aos pássaros dos jogos foi necessário criar personalidades. Neste ponto, funcionou, e muito, mas faltou ousadia. Red ser o único Angry Bird bravo, de verdade, é interessante, mas ser o único sem pais e seu temperamento ser o tempo todo justificado por ter sofrido bullyng, é desinteressante. Bomba explode sem controle, mas são em momentos que ele não está bravo. Chuck é o mais veloz e agitado do grupo, as melhores piadas saem dele e uma empolgante referência ao Mercúrio da Marvel também envolve o passarinho amarelo, mas não sabemos sua história. Terence, o grandão que só sabe resmungar, é o alivio cômico dos personagens, além de ser absurdamente desajeitado. OK, funciona. O grande problema de Angry Birds: O Filme, é que a alegre ilha dos pássaros não teve tempo suficiente para embasar sua história e quando Red resolve resgatar os ovos, suas motivações são vagas.

Para piorar, a chegada dos porcos quebra a narrativa até então interessante. Os personagens são irritantes e o segundo ato do filme é uma grande exposição de cores, barulhos, músicas e movimentos. As crianças vão adorar, já os adultos, nem tanto. Chegando no terceiro ato, o ataque à ilha dos porcos tem suas potenciais engenhocas e boas sacadas, mas saber, do nada, que os pássaros têm “poderes” foi uma aposta ousada já que é necessário ter jogado os jogos para entender as referências.

A animação, em geral, é divertida. A trilha sonora conta com clássicos do rock e pop e respira um ar “fresco” nesse sentido. Se com tudo isso ainda tivéssemos canções originais, aí a avaliação seria catastrófica. Ao som de Black Sabbath e Glória Gaynor, Red e seus novos amigos precisam salvar a futura geração dos Angry Birds e a “redenção” do nosso protagonista é bastante forçada para quem é adulto e bem emocionante para quem é criança, afinal, os pequenos são o público alvo.

A animação entrega boas piadas, personagens carismáticos e, de novo, um visual bem rico. O filme será um sucesso entre as crianças, é o típico longa para você sentar a bunda no cinema, investir num balde de pipoca e simplesmente assistir. Angry Birds: O Filme não tem pretensão de ser uma animação dramática, o que é um ponto bastante favorável.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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