Confira nossa crítica de Anna: O Perigo tem Nome, novo filme do diretor Luc Besson com Sasha Luss no papel principal. Crítica sem spoilers do filme aqui.

CRÍTICA | Anna: O Perigo tem Nome

Anna: O Perigo tem Nome é o novo filme do diretor Luc Besson Bom, consistência na obra do diretor é geralmente um bom sinal, certo? Anna é o terceiro...

Anna: O Perigo tem Nome é o novo filme do diretor Luc Besson

Bom, consistência na obra do diretor é geralmente um bom sinal, certo? Anna é o terceiro filme do diretor Luc Besson com nome de personagem feminina (Nikita e Lucy são os outros… quarto se você contar Joana D’Arc). Também é o segundo filme do diretor sobre uma jovem garota recrutada por um agência de espiões contra a sua vontade. Enfim, vamos falar sobre este novo projeto.

Anna: O Perigo tem Nome

Anna (Sasha Luss) é uma jovem pobre na União Soviética que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando conhece Alex (Luke Evans), um assassino da KGB que a recruta para a organização. Sob a cruel tutela de Olga (Helen Mirren), Anna se torna uma assassina eficiente e implacável. Sua mais recente missão envolve se infiltrar na alta sociedade francesa para eliminar alvos de alta prioridade para o governo soviético. Para isso, usa sua beleza para fingir ser modelo em Paris.

Aos poucos, Anna começa a ser rastreada por Lenny (Cillian Murphy), um agente da CIA e começa um perigoso jogo de gato e rato envolvendo as operações clandestinas das duas super potências da Guerra Fria.

Receita do diretor

A premissa do assassino implacável desesperado para se desvencilhar do sistema é uma receita que Besson volta com uma certa frequência. Tão frequente quanto a premissa da mulher super habilidosa usando todas as suas capacidades para sair por cima em um mundo predominantemente masculino. Não importa se estamos falando de uma profeta francesa que escuta a voz de Deus, uma turista que ganhou poderes psíquicos devido à uma droga experimental, uma criminosa transformada em agente secreta, ou uma assassina em busca de vingança pela morte da família.

Familiaridade aqui é tanto uma vantagem quanto o problema. De fato é uma trama com elementos bastante comuns na filmografia do diretor, isto mitiga um pouco as derrapadas de roteiro que costumam acontecer quando Besson aborda um material que vai além da sua capacidade como diretor: Arthur e os Minimoys que acaba sacrificando a criatividade para uma narrativa chata ou Valerian, que apesar de divertido e criativo, falta roteiro para amarrar a trama. Por um outro lado, revisitar novamente a mesma fórmula deixa o filme um tanto quanto previsível, algo que é complicado em um longa de espionagem onde se espera incontáveis reviravoltas e surpresas.

Por sorte, a estreante Sasha Luss tem carisma e versatilidade de sobra. A supermodelo russa estreou com uma ponta em Valerian e pelo jeito encantou o diretor. Daria uma excelente Viúva Negra. Sabe se fazer de inocente para vulnerabilizar os inimigos e sabe ser fria e implacável para finalizar o trabalho. Nas cenas de ação convence com uma fisicalidade impressionante e traz bastante fôlego para o papel batido da agente femme fatale.

Funciona? É uma aposta divertida, e traz um trabalho de direção mais competente do que boa parte dos filmes de ação B da EuropaCorp (ugh… Carga Explosiva). Não ganha muitos ponto em termos de inovação, e como outros filmes que tentaram mesclar um filme de ação de alta octanagem com um thriller de espionagem a la John Le Carré, o tom e ritmo sofrem um pouco para conciliar os dois estilos, mas ainda assim, é uma aposta divertida e um bom filme para passar o tempo. Com certeza vai agradar entusiastas de ação. E fiquem de olho, Sasha Luss tem tudo para estourar no cinema.

Até a próxima!

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Nota
8
Nota
O bom
  • A cena de luta no restaurante é sensacional.
  • Helen Mirren funciona muito bem no papel da senhora mortífera.
O ruim
  • O filme arrasta um pouco quando vai e volta nas revelações.
  • Direção
    8
  • Roteiro
    8
  • Elenco
    9
  • Enredo
    7
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