CRÍTICA | Arrowverso – Semana 2 no Brasil

A segunda semana de Arrowverso no Brasil marca a estreia das segundas temporadas de Supergirl e DC’s Legends of Tomorrow! Com a estreia da segunda temporada de DC’s Legends...

A segunda semana de Arrowverso no Brasil marca a estreia das segundas temporadas de Supergirl e DC’s Legends of Tomorrow!

Com a estreia da segunda temporada de DC’s Legends of Tomorrow, o Flash tem novos colegas que gostam de tratar da linha do tempo como um mictório de posto de gasolina. Quer saber o que rolou na semana anterior? Clique aqui!

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Antes, o que aconteceu na primeira temporada:

Kara Zor-El foge da destruição de seu planeta Krypton com a missão de chegar na Terra para proteger seu primo bebê Kal-El. Infelizmente, fica presa na zona fantasma e chega depois que seu primo virou adulto e o super-herói mais rentável do mercado. Como todos os kriptonianos, ela termina salvando um avião. Inevitavelmente adota um uniforme e se torna Supergirl! Ao longo da temporada, ela vira agente do Departamento de Operações Extranormais, onde sua irmã adotiva também trabalha, descobre que seu chefe na verdade é o Caçador de Marte, descobre que sua tia e diversos criminosos kriptonianos fugiram da Zona Fantasma e que seu primo provavelmente está tirando férias, porque ele nunca ajuda.

Supergirl – T02E01 – “The Adventures of Supergirl”

Apesar de tecnicamente não fazer parte do Arrowverso, Supergirl foi a grande surpresa do começo do ano. Bem-humorado e divertido, a série teve momentos inteligentes e surpreendentemente sensíveis graças, em parte, ao carisma de sua protagonista interpretada por Melissa Benoist. Com a mudança de emissora nos EUA, o primeiro episódio corre para estabelecer novas premissas. Assim como o primeiro episódio da primeira temporada, Kara precisa correr para impedir que uma aeronave sofra um terrível acidente. Desta vez, acaba recebendo a ajuda de ninguém menos que Superman.

Com todo respeito ao Henry Cavill, mas Tyler Hoechlin é o melhor Homem de Aço da atualidade. Em único episódio, de 40 minutos, ele consegue esbanjar heroísmo, inocência e carisma. Este é o Superman que conquistou inúmeras gerações (e que, infelizmente, pessoas que nunca leram quadrinhos insistem em criticar). Clark decide passar alguns dias em National City para acompanhar de perto a carreira de heroína de Kara. Junto dele, novos personagens são introduzidos. Lex Luthor é mencionado, porém está preso. A LexCorp agora é controlada por sua irmã Lena Luthor que, desesperadamente, tenta salvar o nome de sua família. Isto a torna um alvo e, a mando de seu irmão, o assassino John Corben tenta matá-la diversas vezes ao longo do episódio.

Descobrimos também que Clark e J’onn não são bons amigos. Que no passado discordaram sobre o que fazer com kriptonita quando esta foi descoberta na Terra. Kent pediu para destruí-la, mas o marciano optou por armazená-la no DEO. A melhor sacada do episódio foi aproveitar que aspectos do universo do Superman são tão conhecidos por fãs que não é necessário tomar muito tempo e, consequentemente, roubar o foco de Supergirl. É uma série que é extremamente importante, especialmente para fãs femininas, e não seria uma boa jogada ter alguém mudando o foco da premissa.

De resto, mais uma nave kriptoniana cai na Terra. Muito provavelmente é o Mon-El. Quando confirmarem, explicamos quem é.

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The Flash – T03E02 – “Paradox”

O que possivelmente era a série mais forte do Arrowverso, continua à deriva em sua tentativa de estabelecer uma nova premissa sem sair de sua zona de confronto. Depois de seu acordo com o Flash Reverso, Barry precisa desvendar as mudanças deste novo presente. Isto é feito com uma reunião com Felicity Smoak, onde juntos começam a descobrir o que de fato mudou no universo. Entre as mudanças, Joe e Iris não se falam mais, o irmão de Cisco morreu (e precisamos aguentar ele depressivo), Diggle teve um filho menino – o que traz Connor Hawke para a continuidade principal – e no trabalho de Barry ele é parceiro de um cientista forense mal-humorado e especializado em meta-humanos chamado Julian Albert, interpretado por Tom “Draco Malfoy” Felton.

A ameaça da vez é um vilão chamado Alquimia. Ele tem o poder de despertar poderes latentes de meta-humanos que tinham poderes na realidade anterior. Com isso, o Rival volta a atacar as ruas de Central City. Assombrado pelas consequências, Barry tenta novamente voltar no tempo para solucionar a realidade, mas é interceptado pelo Flash da Terra-2. Ele explica que cada vez que a linha do tempo é alterada, danos irreversíveis são causados, e por isso, ele precisa aceitar que não poderá fazer mais nada para alterar o passado.

Pelo menos, no final do episódio, a turma está novamente reunida, Cisco faz as pazes com Barry e tudo aparenta voltar ao normal. Mesmo assim, um episódio fraco.

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Arrow – T05E02 – “Recruits”

Em Arrow é hora de começar o recrutamento para um novo Time Arrow. Faz tempo que a série original não introduz novos heróis ao Arrowverso, e de cara conhecemos os novos candidatos: Cão Raivoso, Artemis e Senhor Incrível. Oliver começa a treinar super heróis com um regimento de treino inspirado em seu tempo na máfia russa (só Arrow permite que este humilde crítico escreva esse tipo de frase).

Além do Curso Profissionalizante Arrow™, Oliver também enfrenta outro vigilante, o Retalho. Nos quadrinhos, ele é um vigilante cujo uniforme é encantado. Cada retalho de sua roupa contém uma alma corrompida que ele pode convocar para aumentar sua força. Na série, ele é o único sobrevivente da explosão nuclear causada por HIVE na temporada anterior. Ele é assombrado pela morte do pai e decide se tornar um vigilante. Neste paralelo, Oliver e Retalho criam uma amizade.

De resto? Oliver leva algumas broncas e aprende a ser menos hostil com os candidatos. É claro que toda essa agressividade é fruto do luto e arrependimento que ele sente por ter colocado Laurel no time. Afinal, Diggle é um ex-soldado, Sara é uma agente da Liga de Assassinos, Thea foi treinada por Malcolm Merlyn e Roy foi criado nas ruas do Glades. Será que o time novo estará pronto para novas ameaças?

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Antes, o que aconteceu na primeira temporada:

Rip Hunter, agente da ordem dos Mestres do Tempo, perde sua família em 2046, quando o tirano imortal Vandal Savage domina o planeta. Para impedir que isto aconteça, ele se rebela, recruta um time de heróis e vilões e viajam através do tempo caçando o inimigo. Em diferentes épocas, enfrentam novos desafios e causam mudanças suficientes na linha do tempo para fazer Barry parecer um cara responsável com viagem no tempo.

DC’s Legends of Tomorrow – T02E01 – “Out of Time”

Ok, vamos combinar: a primeira temporada de DC’s Legends of Tomorrow não foi particularmente incrível. Claro, a ideia de montar um grupo de heróis da DC e colocá-los para ter altas aventuras viajando pelo tempo era incrível, mas o produto final envolvia um protagonista sem graça, um roteiro que constantemente tentava dar mais importância do que precisava para a Mulher Gavião e um vilão que variava entre insosso e irritante. Mesmo assim, haviam certos elementos que faziam a série ficar interessante. A amizade entre o Capitão Frio e a Canário, a batalha entre o Leviathan e Ray Palmer gigante, os breves momentos onde os personagens mais interessantes confrontavam seus passados. E agora?

No escritório do prefeito Oliver Queen, um jovem historiador chamado Nate Heywood invade com notícias urgentes sobre os “Legends”. Ele mostra pequenas alterações na história indicando que eles estão na ativa e revela que desapareceram em 1942 (conforme previsto pelo Homem Hora no final da primeira temporada). Apesar de ter dois “trampos”, Queen banca uma expedição na costa de Nova York em busca do Waverider. Dentro, encontram Mick Rory em estado de suspensão. Aparentemente, em uma missão para impedir que nazistas destruam a cidade em 1942 com uma bomba atômica, Rip decide se sacrificar para impedir a explosão e manda o time para diferentes épocas na história. Com a ajuda de Nate, Rory consegue resgatar a equipe, mas Rip continua desaparecido (GRAÇAS A DEUS).

É impressionante como o tom da série já mudou consideravelmente sem Rip Hunter monologando sobre a responsabilidade dos Mestres do Tempo e Kendra constantemente falando sobre “se descobrir”. Foi um episódio sólido com participações de Damian Darhk e o Eboard Thawne, que se revela como o antagonista principal da temporada. E não é só isso! A Sociedade da Justiça da América aparece! Uhuu!!

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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