CRÍTICA | Arrowverso – Semana 5 no Brasil

Na quinta semana de Arrowverso, alienígenas brigam, monstros surgem, zumbis invadem e heróis se disfarçam! A quinta semana foi bem agitada no Arrowerso. Quer saber o que rolou na...

Na quinta semana de Arrowverso, alienígenas brigam, monstros surgem, zumbis invadem e heróis se disfarçam!

A quinta semana foi bem agitada no Arrowerso. Quer saber o que rolou na semana anterior? Clique aqui!

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Supergirl – T02E04 – “Survivors”

É um pouco estranho o salto de premissa que Supergirl fez entre temporadas. Na primeira, aprendemos que o DEO existe para caçar alienígenas criminosos, especificamente aqueles que fugiram da prisão kriptoniana que saiu da zona fantasma. É estranho descobrir meio a tapa na cara que existe toda uma subcultura de alienígenas vivendo entre humanos a la Homens de Preto. É mais estranho ainda ver um episódio onde encontram um alienígena morto em um porta malas e Alex e Kara tratam o caso como se fosse rotina. Outras séries do Arrowverso abriram a primeira temporada com uma premissa que facilitasse a introdução de um grande volume de vilões como o livro de Oliver ou o incidente do acelerador em Flash, mas a mudança para conflitos novos ocorreu de forma gradual.

No quarto episódio, a vilã da vez é Veronica Sinclair, a Roleta. Nos quadrinhos, a criminosa teleporta super heróis para uma de suas arenas e os obriga a lutar enquanto supervilões assistem e fazem apostas. Em Supergirl, ela coordena um ringue clandestino de lutas entre alienígenas para a elite de National City. A história tem uma temática forte. Apesar da anistia tornar alienígenas cidadãos protegidos, isso não elimina completamente o preconceito, e nem todos tem a aparência humana. Isso é especialmente marcante quando eles se juntam para proteger Roleta do ataque de Supergirl contra a arena. Afinal, muitos dos novos habitantes do planeta não conseguem exatamente arrumar um emprego convencional para sobreviver.

No episódio anterior, J’onn descobre a existência de M’gann M’orzz, uma outra marciana. Ele tenta convencê-la a criar uma união telepática marciana, mas ela evita. A história da heroína Miss Marte já foi adaptada para o Justiça Jovem, e a revelação final sobre sua natureza segue a mesma linha dos quadrinhos. O Caçador de Marte especula que ela decidiu lutar na arena para lidar com sua culpa de sobrevivente, o que é bastante interessante. É interessante ver nesta temporada como estas temáticas mais complexas desafiam a visão de mundo positiva, porém simplista da Supergirl, tornando-a uma personagem com mais profundidade.

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The Flash – T03E05 – “Monster”

Muitos elementos do Arrowverso são adaptados dos filmes da DC, mas é um pouco estranho ver um episódio que facilmente poderia ser uma história do Scooby-Doo. A trama principal envolve Barry enfrentando um monstro holográfico gigante criado por um nerd raivoso que queria se sentir poderoso. A história não agrega muito, mas serve para finalmente criar um relacionamento mais detalhado entre Barry e Julian Alpert. Também serve para o Team Flash avaliar o desempenho de “H.R.” o novo Harrison Wells que veio do multiverso para ajudar o time em novas missões. Ao contrário do Harrison Wells sinistro ou o “Harry” que, apesar de bem intencionado, é um antissocial cínico, H.R. é bem humorado, amigável e adora memorizar as preferências de café dos heróis. Pena que ele também é um inútil completo quando se trata de ciência.

O outro “monstro” da trama é Caitlin e seus poderes de gelo. Desesperada, ela procura sua mãe, a Dra. Tannhauser, para ajudar a entender suas habilidades e como removê-las. O relacionamento entre ambas é frio e sua mãe é uma workaholic completa que não parece se interessar com o bem estar ou até mesmo ter qualquer tipo de contato com a filha. Esse tipo de ressentimento pode ser o estopim de fúria que  transformará Caitlin na Nevasca.

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Arrow – T05E05 – “Human Target”

Para um personagem relativamente obscuro como o Alvo Humano, Christopher Chance até que aparece bastante, tendo até uma série de televisão própria. Apesar do nome do episódio fazer referência a ele, Chance só faz aparições esporádicas para elevar o tom de espionagem e crime que a nova temporada de Arrow quer explorar.

Tobias Church finalmente é derrotado, especialmente após ter torturado o Cão Selvagem em episódios anteriores. Apesar de durão, é com a ajuda de Diggle que Rene volta para o Team Arrow. Oliver o derrota e, por ora, a regra de não matar está sendo ignorada, talvez para contrastar com o discurso mais idealizado de Oliver Queen como prefeito. Prometheus ressurge e finalmente se posiciona como o grande antagonista da temporada. Ele está longe dos níveis de poder de sua versão nos quadrinhos que já chegou muito perto de derrotar a Liga da Justiça algumas vezes, só esperamos que ele vá além de ser apenas mais um arqueiro maligno.

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DC’s Legends of Tomorrow – T02E04 – “Abominations”

Ok, que zona de episódio. De todas as séries do Arrowverso, DC’s Legends of Tomorrow é a série com menos tentativas de passar uma mensagem mais elaborada que “heróis juntos dando porrada”, talvez por isso que este episódio parece ser tão bizarramente mal construído em uma temporada que começou bastante sólida.

Os heróis vão para 1863, onde um pirata do tempo “naufraga” e espalha uma praga zumbi em plena Guerra Civil dos Estados Unidos. O time se divide em três tramas: Sara e Nate vão ajudar o General Ulysses S. Grant, líder das tropas do Norte e futuro presidente dos EUA a sobreviver uma horda de sulistas mortos vivos com direito à muitas explosões e pancadaria; Martin e Ray ficam na Waverider para tentar descobrir uma cura para a doença e desinfectar Mick; e finalmente, a parte mais estranha do episódio, Amaya e Jax são incumbidos de roubar planos de guera de uma plantação sulista e se deparam com os horrores da escravidão.

Não é exatamente 12 Anos de Escravidão ou Django Livre, mas as cenas onde Jax lida com os escravos presos tem alguns momentos bastante marcantes. O problema é que estes estão inseridos no meio de uma aventura sobre soldados confederados zumbis, com direito a Martin Stein reagindo de forma cômica ao revelar que ele tem fobia de mortos vivos. É um episódio que tenta balancear temáticas completamente incompatíveis criando uma trama completamente bipolar.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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