CRÍTICA | Arrowverso – Semana 7 no Brasil

No Arrowverso um velocista novo rivaliza The Flash e os Legends precisam impedir uma guerra nuclear A sétima semana do Arrowerso teve menos episódios. Quer saber o que rolou...

No Arrowverso um velocista novo rivaliza The Flash e os Legends precisam impedir uma guerra nuclear

A sétima semana do Arrowerso teve menos episódios. Quer saber o que rolou na semana anterior? Clique aqui!

Supergirl – T02E06 – “Changing”

Misturando elementos de terror, quadrinhos e uma boa dose comentário social, Supergirl traz novamente um episódio que em teoria não deveria funcionar, mas na prática mostra porque talvez esta seja a série mais inteligente do Arrowverso.

O vilão da semana é o Parasita, aqui readaptado como um cientista ambiental no ártico que é infectado por larvas pré-históricas. O malvadão, como já é tradição nestas séries, não é muito desenvolvido e serve apenas como plano de fundo para os dramas entre personagens.

O peso da trama ainda gira em torno de Alex e sua auto-descoberta como lésbica. É difícil duvidar que algum roteirista de Supergirl não esteja escrevendo de experiência pessoal. O conflito de Alex, somado aos sentimentos por Maggie e a atuação humana de Chyler Leigh criam momentos de ternura e humanidade realistas e que fogem do dramalhão forçado que este tipo de narrativa costuma causar.

arrowverso - the flash

The Flash – T03E06 – “Shade”

Que bagunça de episódio. O sexto episódio de The Flash consegue misturar os piores elementos da série para criar um episódio que oscila entre o genérico e com surpresas extremamente previsíveis. O que pesou a temporada anterior de Arrow foram os dramas repetitivos que se arrastaram ao longo da temporada. Em contraste, o time Flash sempre foi menos a favor de guardar segredos um dos outros. O que torna a trama de “Shade ainda mais cansativa, já que todos os personagens decidiram manter uma agenda oculta.

Cisco tem uma visão de Caitlin como Nevasca. Ele não conta que no futuro irão lutar e que ela provavelmente vai se tornar uma vilã. Wally diz que tem visõe sdele como velocista e Barry não revela que isto é um sinal que em Flashpoint ele era meta-humano. Joe não quer que Wally ganhe poderes, mas nunca explica por quê. Um segredo ou outro até é bom para apimentar o drama, mas pelamordedeus, precisa ter 500 no mesmo episódio?

Tem tanta tramoia a la Shonda Rhymes no episódio que mal sobra espaço para Penumbra, o vilão da semana. O coitado foi completamente fatiado para a série. Enquanto nos quadrinhos, James Robinson transformou o vilão em um anti-herói intrigante em sua série Starman, aqui ele é só o meta-humano da semana. E até isso o coitado não ganha muito destaque.

Todos os segredos e até o vilão da semana são jogados pela janela no final do episódio onde finalmente descobrimos qual é o verdadeiro papel do Doutor Alquimia. Ele é o arauto de Sevitar, o Deus da Velocidade e ele finalmente aparece para Barry. O velocista maligno da temporada é tão inumano que ele parece o Megatron dos filmes dos Transformers e é tão rápido que The Flash parece estar parado. Por ora, é o vilão mais perigoso que já apareceu no Arrowverso e mesmo assim, não impressiona.

arrowverso - legends of tomorrow

DC’s Legends of Tomorrow – T02E05 – “Compromised”

Este episódio deveria ganhar nota máxima de todos os episódio de Arrowverso simplesmente por tocar Danger Zone do Kenny Loggins. Infelizmente, como crítico eu preciso falar mais algumas palavras se não o texto não passa na aprovação.

Nos anos 80, os Legends descobrem uma ruptura no tempo envolvendo um acordo de redução da proliferação de armas nucleares entre os EUA e a União Soviética. O episódio abre com Damien Darhk no melhor tom pastel e negociando um acordo de drogas em Miami no melhor estilo Miami Vice, indicando que Legends of Tomorrow consegue ler meus sonhos mais íntimos. Infelizmente, não é o caso.

Nem mesmo a ameaça de um futuro onde o mundo se acaba em Guerra Nuclear é o centro dramático da trama. Os anos 80 serve para novamente explorar um pedaço do passado de Martin Stein e novamente cabe a ele colocar sua versão mais jovem no caminho certo para salvar seu casamento com Clarissa. Parece que seria um motivo banal para investir, mas o erro da temporada anterior foi não investir o suficiente nos personagens para torna-los cativantes para a audiência e Martin Stein continua sendo um dos personagens que mais vale a pena revisitar.

De quebra temos um easter egg bacana envolvendo a Sociedade da Justiça e descobrimos que a unidade foi debandada. Apenas restou Manto Negro que foi afastado antes do final por ser homossexual. Um super ponto para o Arrowverso que continua investindo na diversidade e manteve um dos poucos personagens LGBT intactos na série.

Enquanto isso, Ray entra em crise devido à falta de sua armadura Eléktron e tenta assumir a persona de Leonard Snart para se enquadrar no grupo. Rory serve de “mentor” na empreitada, mas eventualmente desiste. Apesar de ser o personagem mais bruto da série, é bacana ver que o malvadão ainda sofre com a perda do amigo.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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