CRÍTICA | Arrowverso – Semana 8 no Brasil

Três episódios com vigilantes assassinos ocupam a semana 8 do Arrowverso! A oitava semana foi bem agitada no Arrowerso. Quer saber o que rolou na semana anterior? Clique aqui!...

Três episódios com vigilantes assassinos ocupam a
semana 8 do Arrowverso!

A oitava semana foi bem agitada no Arrowerso. Quer saber o que rolou na semana anterior? Clique aqui!

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Supergirl – T02E07 – “The Darkest Place”

Tem um tipo de episódio que todas as séries do Arrowverso usam. Eu os chamo de “revelodramas”. São episódios que tentam entuchar a maior quantidade possível de revelações, conflitos e confrontos em 45 minutos para posicionar todos os personagens em uma nova etapa narrativa. Este episódio de Supergirl é o exemplo perfeito.

James adotou a identidade de Guardião no episódio anterior e enfrenta seu primeiro desafio pessoal. Um vigilante homicida (um tema meio recorrente) que está manchando a “boa reputação” do herói. No final, ele descobre a identidade de seu arqui-inimigo. É um cara chamado Philip.

Kara e Mon-El são raptados pelo projeto Cadmus e nele descobrem uma enxurrada de coisas. Jeremiah Danvers está vivo e brincando de “Fantasma do Laboratório” há 15 anos. O Hank Henshaw original também está vivo e agora se tornou um ciborgue (nos quadrinhos, ele é uma versão robótica maligna do Superman que se chama… “Superman Ciborgue” – os anos 90 não era um lugar onde os quadrinhos nadavam em originalidade).

J’onn descobre que M’gann é uma marciana branca e que sua transfusão de sangue está gradualmente transformando o Caçador de Marte em um marciano branco. Pelo menos, em se tratar de lidar com preconceitos – uma temática prevalecente nesta temporada – a guerra entre marcianos faz mais sentido que o mimimi entre Daxam e Krypton. Pelo menos neste caso, entendemos melhor o problema entre as espécies e não parece ser só que Daxam era o Osasco para o São Paulo de Krypton.

Nenhum enredo se casa de forma eficiente, mas mesmo assim é um episódio que funciona. Este é o verdadeiro poder de Supergirl que consegue fazer malabarismo com seus diversos núcleos, e apesar de ser uma zona, consegue entregar uma história sincera e entusiasmada.

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The Flash – T03E07 – “Killer Frost”

Ok. Um novo velocista maligno, Sevitar, apareceu. Descobrimos que o Doutor Alquimia é só um acólito do malvadão novo. Wally está preso em um casulo e vai despertar com super poderes, porque Agents of S.H.I.E.L.D. já fez isso. E para complicar ainda mais a situação, os poderes de Nevasca de Caitlin estão transformando-a em uma personalidade maligna.

Ao invés de transformar Caitlin em mais um vilão em uma parte do Arrowverso bem cheia, ela serve para trazer à tona os confrontos emocionais de Barry. É ela que revela para Cisco que seu irmão estava vivo antes do Flash refazer a linha do tempo. É ela que confronta Barry com a peça central do conflito: “ao consertar sua vida, você bagunçou a de todos”.

É importante que o herói ouça isso. É importante para nós como audiência ver ele sendo confrontado de forma nua e crua. Heroísmo é feito de redenção e ao contrário de Oliver, Barry não funciona com um passado sujo. A trama culmina em Barry se colocando em perigo para resgatar a personalidade de Caitlin de dentro de Nevasca.

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Arrow – T05E07 – “Vigilante”

E falando em Vigilantes homicidas. Oliver e equipe enfrentam um vigilante homicida chamado… Vigilante. O personagem tem uma longa história na DC Comics. Sua primeira identidade era Greg Saunders, um cantor country que lutava contra o crime. A versão adaptada para Arrow é a de Adrian Chase, um promotor público que perde a fé no sistema e decide dispensar justiça via chumbo em bandidos.

Star City está começando a ficar um pouco infestada de mascarados homicidas, e para complicar a situação, Oliver ainda precisa conciliar o fato que seu time novo não está 100% preparado para o campo. É uma boa hora para avaliar os novos membros de Team Arrow. Diggle obviamente é o mais assombrado entre eles. Afinal, já luta ao lado do Arqueiro Verde há anos e teve que matar o próprio irmão.

Por sorte, David Ramsey não exagera nos momentos “ó miséria” e continua como o coração do time. Cão Selvagem e Retalho servem como uma espécie de dupla policial Máquina Mortífera. Um é impulsivo e agressivo o tempo todo, o outro, apesar da tragédia de sua vida, é um dos raros casos de super herói que superou o trauma. Eles funcionam bem juntos.

Temos o Sr. Incrível que está se tornando problemático. Depois de estabelece-lo como um atleta olímpico e um gênio de tecnologia, porque coloca-lo como um herói que funciona como Laurel na sua fase “eu fiz três aulas de boxe com Ted Grant”. Ele só apanha, sua presença em termos de ação e até contribuições para o time estão nulas. Espera-se que eventualmente ele entenderá que ele não funciona como um herói porradeiro urbano.

E, finalmente, temos Artemis, que tudo indica será a traidora do time. É um papel bastante recorrente para a personagem em outras adaptações, e de todas as pessoas (com exceção de Rory), é a pessoa que mais teria interesse em se vingar de Oliver, visto que ele foi responsável pela morte de seus pais.

Por ora, tem uma mensagem interessante escondida aqui onde o sistema público de Star City é tão ruim que praticamente todo o alto escalão político da cidade se veste com fantasias coloridas e parte para a violência.

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DC’s Legends of Tomorrow – T02E06 – “Outlaw Country”

Apesar do título deste episódio, este não é a homenagem do Arrowverso para a carreira musical do Merle Haggard. Os Legends voltam para o Velho Oeste onde uma alteração na linha do tempo pode causar danos irreparáveis à história. De volta para a aventura, temos Jonah Hex que descobre que o responsável é seu arqui-inimigo Jeb Turnbull. Devido a um pirata do tempo que “naufragou” nesta era, o vilão teve acesso à tecnologia avançada e efetivamente tomou controle completo da costa oeste dos EUA.

Já é de se esperar que este tipo de escala de ameaça seja resolvida até o final do episódio. Mas como a série prova sucessivas vezes, não importa o destino, mas sim a jornada. E com a remoção dos gaviões e de Rip Hunter, a dinâmica do grupo melhorou consideravelmente, especialmente com Nate e Amaya no time.

No começo, Jonah Hex não respeita a liderança de Sara (ele ainda é do século 19 e ela é mulher), aos poucos começa a admirar sua liderança e habilidade em combate. Seria interessante usar o personagem em algumas missões antes de devolve-lo para seu presente. Sua dinâmica funciona muito bem, especialmente em contraste com Nate e Ray que tentam emular uma persona de cowboy durão para impressiona-lo.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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