CRÍTICA | Beleza Oculta | A ideia era boa, só que é difícil de engolir

Will Smith e grande elenco estrelam um roteiro tão perdido que fica difícil achar a Beleza Oculta Vamos direto ao assunto! Em Beleza Oculta, Howard (Will Smith) é um...

Will Smith e grande elenco estrelam um roteiro tão perdido
que fica difícil achar a Beleza Oculta

beleza ocultaVamos direto ao assunto! Em Beleza Oculta, Howard (Will Smith) é um empresário que está em luto há dois anos. Ele perdeu sua filha e não consegue se recuperar de forma alguma. Ele negligencia a si, a sua empresa, seus amigos e tudo o que está a volta. Em uma de suas noites solitárias, escreve três cartas de desabafos para destinatários peculiares: Amor, Tempo e Morte.

Sua postura ausente faz com que seus sócios se mexam. Whit (Edward Norton) propõe para Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña) a contratação de uma investigadora. Incomodados com a ideia, eles relutantemente topam e a detetive consegue recuperar as cartas. Com o conteúdo desses desabafos em mãos, os três resolvem contratar três atores que terão uma simples missão: conversa com Howard como se fossem o Amor, o Tempo e a Morte.

Keira Knightley faz o Amor, Helen Mirren a Morte e Jacob Latimore o Tempo. Em momentos distintos, eles aparecem ao lado de Howard para questionar o conteúdo de suas respectivas cartas. Por meio de um diálogo interessante, essas abordagem o ajudam a se expressar mais e a abrir os olhos para toda uma vida que ele está deixando de viver. É graças às intervenções que ele procura um grupo de apoio a pais que perderam seus filhos. Tudo vai bem em Beleza Oculta até o momento onde o roteiro começa a dar voltas e mais voltas.

A ideia de três abstrações antropomorfizadas auxiliarem o protagonista com o seu processo de luto é legal. Até renderia um belo drama, se as reviravoltas não começassem logo no segundo ato.

Primeiro que, gratuitamente, os três atores contratados começam a se comportar de forma estranha com os três sócios. Do nada, cada ator passa a contracenar somente um personagem específico. A investigadora tá ali de plano de fundo ainda fazendo umas coisas, mas é totalmente esquecida. O grupo de apoio tem uma peça chave, absurdamente óbvia logo no meio do filme. As dúvidas sobre os três atores são plantadas de forma muito clara, precocemente e acabam por ter uma resolução tão previsível que o roteiro se torna estúpido.

Infelizmente Allan Loeb não soube trabalhar com os componentes básicos de roteiro: arma de checkhov (um item/frase/objeto que retorna na trama no momento da reviravolta) e plot twist (mudança radical na narrativa). Ele faz “uso” dessas ferramentas mais de um vez, reiniciando a trama base três vezes. Isso deixa o longa confuso, sem uma sequência lógico e totalmente anti-climático. Se você for espertinho, por meio das nossas “dicas” aqui, sacará o final do filme nos primeiros DEZ minutos.

Quer mais uma dica? O cartaz oficial do filme conta com a  seguinte frase: “Estamos todos conectados”, lembra de Sense 8? Rola algo do gênero… Tá, já já vira spoiler.

Um elenco tão de peso, com atuações boas – apesar do filme em si – para no fim não ser um projeto digno de uma pipoquinha no cinema. Não vale nem pelas sinceras lágrimas de Will Smith – que poootaquepariu, como atua!

Beleza Oculta deve passar de forma oculta das suas idas ao cinema, deixa para ver na HBO daqui um tempo.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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