Crítica de Big Mouth - Temporada 2

CRÍTICA | Big Mouth – Temporada 2

Segunda temporada já está disponível na Netflix!

A segunda temporada de Big Mouth não conseguiu manter a “performance”

Big Mouth na Netflix não foi o tipo de animação que conquistou todo mundo. A mistura de menores de idade com a descoberta da sexualidade incomodou parte do público mas, ainda assim, tem seus méritos. É uma série que sabe arrancar boas risadas do pior período de nossas vidas, quando nossas vozes começam a mudar e cabelos brotam em lugares estranhos e de repente nos vemos divididos e cheios de sensações e desejos inusitados. Some isso a uma equipe de comediantes talentosos nas vozes e roteiro e Big Mouth trouxe algo novo para o catálogo da plataforma de streaming. A segunda temporada, sob muitos aspectos, deu alguns passos para trás.

Big Mouth – Temporada 2

Em linhas gerais, a trama continua com Nick (Nick Kroll), Andrew (John Mulaney), Jay (Jason Mantzoukas) e Jessi (Jessi Glaser) navegando pelo campo minado da puberdade e tendo que lidar com um mundo cada vez mais adulto. Situações como orientação sexual, divórcio, humor descontrolado, pressões sociais e a vergonha que surge da auto-percepção. Estas sensações surgem por meio das personificações dos Monstros de Hormônio que ajudam os jovens a lidar com as mudanças biológicas e o Mago da Vergonha, o novo antagonista da série que faz os personagens entrarem em pânico sobre o que sentem e suas incertezas.

Alguns episódios como o “The Planned Parenthood Show” funcionam para explorar, explicar e quebrar algumas concepções sobre aborto, DSTs virando uma espécie de programa educacional perverso. É uma série que consegue divertir e trazer mensagens importantes, então por que parece que tem algo faltando na segunda temporada?

Falta energia. A segunda temporada de Big Mouth expande o arco de cada personagem principal e junto explora mais seus familiares, colegas e interesses amorosos, mas neste aprofundamento a série perde um pouco a sua energia frenética que ajudou a dar aquele ar de energia pervertida que carregou a primeira temporada.

Não é necessariamente um retrocesso, mas falta fôlego e falta foco. É um malabarismo de tantos núcleos narrativos simultâneos que o final da temporada parece que chega de sopetão. Sem brincadeira, o último episódio veio totalmente de surpresa e parecia que a temporada cessou antes de acabar.

Tipo um coito interrompido.

Han? Han?

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
7.6
Nota
O bom
  • Coach Steve segue como um presente para a humanidade
O ruim
  • O núcleo da Jessi sobre depressão e divórcio é bem interessante, mas a execução quebra muito o ritmo da série.
  • Elenco
    10
  • Enredo
    7
  • Direção
    6
  • Roteiro
    7.5
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