CRÍTICA | Boneca Russa (Netflix) - Que p&%$#* de série é essa?

CRÍTICA | Boneca Russa (Netflix) - Primeira temporada

Quer ficar louco?

Vamos morrer e viver de novo e ainda ficar com um tuim: que raio de final foi aquele?

A mais nova série original Netflix Boneca Russa chegou para deixar os mais existencialistas prontos com teorias e mais teorias sobre dimensões, sentido da vida e conexão entre pessoas aleatórias, com a incrível atuação de Natasha Lyonne, de Orange Is The New Black, em um looping bizarro estilo A Morte te dá Parabéns (só que mais legal), na pele de Nadia Volvokov, que revive seu aniversário de 36 anos umas trocentas vezes.

Por que Boneca Russa vale a pena?

Nadia é uma porra louca que precisa descobrir o que raios está acontecendo com ela, enquanto procura seu gato, socorre um mendigo e precisa ficar alerta a tudo para não morrer e reiniciar o ciclo vida e morte de maneiras mais esdrúxulas possíveis.

O desenvolvimento da personagem, que começa como uma desloucada chata para todos que pouco se importa com isso, para algo mais, é algo que cativa em tela e mostra que Lyonne é uma atriz de peso que merece um unicórnio vomitando arco-íris em sua cara.

O babado fica tenso e se conecta ao nome (várias bonecas dentro de outra boneca) quando traz o conceito de linhas temporais tentando tirar o melhor de nossa tresloucada protagonista – além de cada camada servir de base para uma vida que ela deixou para trás, uma camada de uma cebola gigante descascada para encontrar seu cerne e parar de morrer? – que busca respostas desde em um baseado feito com cocaína até em lembranças difíceis da infância. E é quando encontra Alan (Charlie Barnett) que BAM! Quem mais está morrendo e voltando? Qual a ligação entre o certinho Alan – que vamos combinar que dá mais um nó existencialista na nossa cabeça quando aparece – e Nadia?

Boneca Russa não é uma série fácil de entender, mas é fácilzim de prender a atenção e nos transformar em seres filosóficos sobre a importância de superar nossos medos, nossa infância, nossos problemas de um modo em geral. Boneca Russa mostra que estamos todos conectados de alguma forma: Nadia, Alan, Cavalo – o mendigo, o gato Mingau de Aveia, Maxine e Lizzie, as amigas de Nadia, em um cenário de tirar o fôlego, New York, New York, com uma lição de vida até que fácil de entender, mas com um final difícil de engolir.

Cara, assista dublado

Eu tenho uma mania bizarra de assistir as coisas dubladas com legendas ativadas. Sei lá, é um fetiche estranho que começou há uns anos e tenho até hoje. E devo dizer: assista Boneca Russa dublado. O tom de deboche, as zombarias, os medos, as expressões humanas são tão bem trabalhadas pela equipe de dublagem que, comparando automaticamente com as legendas, dá um outro tom ao seriado, deixando-o mais interessante ainda.

Entendeu? DU-BLA-DO.

Porém…

Ainda não degustamos direito o final e, para não dar spoilers, convidamos a todos a assistirem a série e a debaterem em nossos comentários: o tuim foi só nosso ou foi coletivo? Estamos vivos? Estamos mortos? Estamos nas joias do infinito de Thanos? O que raios o final de Boneca Russa significa???

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Nota:
9.3
Nota:
O bom
  • Não dá para não amar a Nadia. Louca, louca, louca.
  • A evolução da série prende o espectador até o final (o que é grande coisa atualmente)
O ruim
  • Precisamos de uma roda de amigos para entender este final.
  • Direção
    10
  • Elenco
    9
  • Produção/Fotografia
    9
  • Roteiro
    9
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