Branca como a Neve, Isabelle Hupert

CRÍTICA | Branca como a Neve

Espelho, espelho meu, existe filme mais é desnecessário do que esse aqui?

Sabe quando você sai do cinema e se pergunta “o que foi isso?” … É exatamente o que aconteceu comigo quando Branca como a Neve terminou.

A nova produção da francesa Anne Fontaine é uma releitura moderna de um dos mais conhecidos contos de fadas de todos os tempos, Branca de Neve. A protagonista é Claire (Lou de Laâge), uma jovem que trabalha no luxuoso hotel de sua madrasta Maud (Isabelle Huppert). Sem perceber, a jovem desperta ciúmes na senhora, depois que seu amante se apaixona pela enteada. Então ela tenta se livrar de Claire, mas o plano dá errado quando a moça consegue fugir e é acolhida por três homens em uma pequena aldeia. Lá ela despertar a atenção de praticamente todos os caras da cidade.

A diretora procura explorar a liberdade sexual de Claire, que depois de sua quase morte, resolve vivenciar novas experiências, e se conecta com sete homens de estatura média (invés de anões), com as mais diferentes personalidades e idades, cujos papeis também se misturam com os de príncipes encantados.

A fotografia é cheia de referências ao conto, principalmente com o contraste da cor vermelha com as demais. Sem contar que o vilarejo em que o filme se passa é lindo, com paisagens de tirar o fôlego.

Mas você quer saber por que falei aquilo no primeiro parágrafo, né? Então… Achei o tema da sexualidade feminina bem interessante, mas usar Branca de Neve como ponto de fundo muito desnecessária. Na verdade, chega a ser ridículo quando tentam colocar elementos como esquilos, maçãs envenenadas, “espelho, espelho meu…”.

Claire transa com um homem atrás do outro (não tenho problema nenhum com isso, viu, ela deve se relacionar com quem ela bem entender), mas isso parecer uma desculpa para cenas eróticas, parecem forçadas. É possível ouvir no cinema aquela bufada de “lá vem mais um”.

Sem contar que sai com a sensação que a sempre incrível Isabelle Huppert foi mal aproveitada. Mesmo trazendo uma humanidade para a madrasta malvada, que parece triste por ter que matar a enteada, sabemos que a atriz pode muito mais. Certa cena ela dirige um conversível com uma echarpe vermelha sobre os cabelos, óculos de sol e fumando um cigarro eletrônico é de um clichê imenso.

Branca como a Neve tentar inovar, mas falha muito no quesito.

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Nota:
6.6
Nota:
O bom
  • Bom elenco
  • Paisagem bonita
O ruim
  • Narrativa ruim
  • Cenas clichês
  • Sensação de "lá vamos nós de novo" a cada cena de sexo
  • Isabelle Huppert é muito mal aproveitada
  • Direção
    6
  • Roteiro
    6
  • Elenco
    7
  • Produção/Fotografia
    7.5
Categorias
CriticasFilmes

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