Brinquedo Assassino (2019) é a nova versão do boneco psicótico Chucky em um filme de terror extremamente divertido, mas que não sacrifica inteligência.

CRÍTICA | Brinquedo Assassino (2019) – Chucky está de volta!

Brinquedo Assassino (2019) é a nova versão do boneco psicótico Chucky em um filme de terror extremamente divertido, mas que não sacrifica inteligência. ...

Brinquedo Assassino está de volta com temática moderna

Tempos atrás, Brinquedo Assassino era uma franquia bastante peculiar. Charles “Chucky” Lee Ray é um serial killer que antes de morrer transfere sua alma para um boneco. Desesperado para reverter a maldição antes que se torne permanente, Chucky aterroriza Andy Barclay, um garoto que sabe seu segredo. Obviamente que a história é mais longa e a franquia é imensa, teve momentos interessantes e até bizarramente subversivos graças à criatividade de Don Mancini, o criador da série.

Brinquedo Assassino (2019)

Na nova versão, acompanhamos a corporação Kaslan, um híbrido de Amazon e Google cujos aparelhos de alta tecnologia são uma parte constante da vida moderna. Um de seus produtos é o Buddi, um boneco com inteligência artificial que funciona como uma mistura de Alexa e Teddy Ruxpin. Não só o Buddi serve de babá eletrônica para a criançada, sendo avançado o suficiente para aprender e interagir com pessoas, mas ele também facilita a vida do usuário integrando todas as funções smart de um lar além dos serviços da Kaslan como carros para carona e compras online.

Karen Barclay (Aubrey Plaza) trabalha em uma loja de varejo e consegue um Buddi recauchutado para seu filho Andy (Gabriel Bateman). O problema é que este boneco em específico saiu da fábrica sem as medidas de segurança propriamente implementadas. Batizado de Chucky, a inteligência artificial se torna melhor amigo de Andy, e tenta entender e amparar as angústias do garoto da melhor forma possível.

O problema é que Andy é um adolescente com uma vida doméstica complicada e toda a revolta vinculada à pior etapa da vida de um ser humano. O que acontece quando seu amiguinho é um robô avançado que leva tudo no sentido literal e não tem nenhum tipo de trava de segurança? Bom, o filme tem a palavra “assassino” no nome né?

Extremamente divertido

Não tem como negar. Brinquedo Assassino é muito divertido. Esta versão do Chucky, dublada por ninguém menos que Mark Hamill, mantém uma inocência perturbadora. Ele simplesmente não entende como os atos extremamente violentos e perturbadores não agradam seu melhor amigo. Este brinquedo assassino não é necessariamente malvado, mas em sua inocência não consegue assimilar que suas soluções para os problemas que enfrentam são cada vez mais destrutivas e assustadoras. Pense em um Facebook com uma faca de açougueiro ou um Google que quebra pescoços.

Fora isso, a carnificina segue tão colorida e sanguinolenta quanto um filme de gore de 10 anos atrás. Brinquedo Assassino não é exatamente um longa que busca o conforto de fingir que é um filme intelectual pela subtexto condenando tecnologia moderna, ainda é um filme que casualmente dá risada de sua própria premissa e explora o grau de carnificina de transformar uma Smart Home do Google em A Casa Assassina de 1998.

Vale a pena? Com certeza! Brinquedo Assassino é aquela mistura ideal de uma premissa inteligente suficiente e um roteiro que prefere usar isso para escalar a diversão do que ficar se parabenizando por ter tido uma sacada interessante. Vá assistir sem dó que com certeza irá se divertir.

Confira mais comentários sobre esta estreia no CineShake do canal Milk Shake Jovem Pan:

Até a próxima!

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Nota:
7.3
Nota:
O bom
  • O roteirista está escrevendo Kung Fury 2, isso é mágico.
O ruim
  • O visual do boneco força um pouco a suspensão de descrença. Não conseguimos imaginar um mundo onde alguém compraria uma abominação dessas pra deixar em casa.
  • Direção
    7
  • Roteiro
    8
  • Elenco
    7
  • Enredo
    7
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CriticasFilmes

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