[CRÍTICA] Brooklin – Porquê esse filme está entre os indicados ao Oscar 2016?

O morno romance Brooklin não faz jus a sua repercussão no Oscar 2016 De volta a década de 1950, em uma Irlanda passando por crise econômica e uma família...

O morno romance Brooklin não faz jus a sua repercussão no Oscar 2016

brooklin-critica-paris-filmes-oscar-2016-02De volta a década de 1950, em uma Irlanda passando por crise econômica e uma família em completa desilusão. Eilis Lacey (Saoire Ronan) é uma jovem sem oportunidades. Trabalha apenas aos domingos em uma loja de mantimentos cuja dona é bem deselegante e fofoqueira. Ela também frequenta a igreja, além de morar com sua mãe carola e irmã Rose Lacey (Fiona Glascott), que consegue um contato nos EUA para Eilis recomeçar a vida. Por meio do Padre Flood (Jim Broadbent), ela se muda para o Brooklin, bairro de Nova Iorque, para trabalhar em uma loja que atende a alta sociedade e para morar em uma pensão com outras mulheres.

Tudo é novo para Eilis, principalmente a ausência de sua cultura irlandesa. Mesmo tendo amigos de mesma nacionalidade e grupos da igreja que reúnem outros contemporâneos da jovem, algo lhe falta. Com um bom emprego, novas amizades na pensão e uma bolsa de estudos, ainda assim Eilis se sente sozinha. Mas o amor né, gente? Pode mudar tudo! De forma super clichê, a jovem conhece Tony Fiorello (Emory Cohen), um encanador italiano que se apaixona pela ingênua e certinha Eilis. Acompanhamos então o desenrolar de um romance que, aos poucos, ganha forma, raízes e descobertas culturais. Mas, né? Romance alfandegário precisa de drama, então uma notícia faz com que Eilis retorne para a Irlanda. (Rimou!) Chegando lá, a família e os amigos se esforçam para que a jovem repense em morar no país, mas seu coração e liberdade, ambos conquistados no Brooklin, ainda a deixam na dúvida sobre qual rumo tomar na vida. Pausa para arco-íris serem vomitados.

Brooklin é um filme morno e sem sal, com uma fotografia impecável e atuações marcantes, mas ainda assim é um romance açucarado e uma história que não sabe aproveitar as divergências culturais entre EUA e Irlanda para compor seus personagens e até as próprias “intrigas” do enredo. Um ponto bem falho que poderia ser melhor aproveitado para não tornar o filme apenas mais uma história de amor. Ronan (o Acusador) é uma atriz em ascensão e ao lado dela ainda temos o talentosíssimo Domhnall Gleeson (Star Wars – O Despertar da Força, O Regresso e Ex_Machina: Instinto Artificial – todos os filmes concorrem ao Oscar® 2016, em diversas categorias) para dividir a tela e algumas emoções. 

Dirigido por John Crowley (Circuito Fechado) e com roteiro adaptado assinado por Nick Horby (Educação), este longa surge como uma “ovelha negra” entre os indicados na categoria de Melhor Filme no Oscar® 2016. Como que esta produção da BBC Filmes entrou na seleção da academia, realmente é difícil de entender. A história é previsível e até na “reviravolta” a audiência pensará: “Sério mesmo?”. Brooklin não é um filme ruim, longe disso: é um longa de potencial e qualidade que faz uma nobre homenagem ao cinema clássico e ainda tem um ritmo encantador e envolvente. Mas… Como obra do gênero e não como projeto que merece tanto destaque assim nas grandes premiações. No Oscar o filme concorre nas categorias: Melhor Filme, Melhor Atriz (Ronan) e Melhor Roteiro Adaptado. 

Agora é sério: como que a Charlize Theron foi deixada de fora após sua impecável atuação em Mad Max: Estrada da Fúria?

Brooklin estreia dia 11 de fevereiro nos cinemas.

Küsses, 

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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