Crítica de Bumblebee

CRÍTICA | Bumblebee vai te conquistar

Que filme senhoras e senhores...Que filme!

Por mais blockbusters como Bumblebee!

Convenhamos, Transformers é a uva passa no Natal das franquias de cinema. Ela é inexplicavelmente popular, apesar de ser quase impossível encontrar alguém que admita gostar tanto das malditas frutinhas secas quanto da cada vez mais impossível de acompanhar série de robôs gigantes de Michael Bay. Depois de uma saga onde cada filme parece ser mais exagerado e complexo do que o anterior, entra Bumblebee, uma sensacional aventura com o segundo Autobot mais popular da franquia.

Bumblebee

Autobots e Decepticons guerreiam em Cybertron. Ao ver que a batalha está perdida, Optimus Prime (Peter Cullen) ordena que seus soldados evacuem o planeta. Ele pede para seu fiel tenente, B-127 (Dylan O’Brien) que vá para a Terra e estabeleça uma base segura para os Autobots se refugiarem. Chegando no nosso pequeno planeta, o robô é confrontado pelo Decepticon, Blitzwing. Apesar de vencer a luta, B sofre muitos danos e perda de memória e sua voz. Antes de desmaiar por exaustão, ele assimila a forma de um Fusca amarelo.

Entra Charlie (Hailee Steinfeld), uma garota de 18 anos passando pelas já conhecidas dificuldades da adolescência que encontra o fusquinha em um ferro velho. Ela batiza o robozinho confuso e assustado de Bumblebee e ambos formam uma bela amizade.

É claro que nem tudo é um mar de rosas. Decepticons chegam à Terra e se aliam a um agente do Setor 7 chamado Burns (John Cena) e farão de tudo para capturar Bumblebee.

Uma ótima história para uma nova geração

Para os leitores mais antigos, a premissa é bastante familiar. Você já viu essa aventura em filmes como ET e Um Hóspede do Barulho. Mas vale lembrar que estes longas têm mais de 30 anos. As gerações novas também merecem uma história sobre conhecer um ser misterioso e diferente e aprender sobre como o poder da amizade sobrepõe barreiras. O que surpreende é que uma história tão humana e charmosa nasceu da mesma franquia que fez robôs com traços de humor racista, 3 horas de duração e Mark Wahlberg como um “cientista”.

Travis Knight dirige o filme com confiança. Ele entende que mesmo com uma história mais simples e acessível, boa parte do público ainda assiste esses filmes pelas cenas de ação, e aqui não decepciona. Inclusive, vale ressaltar que a coreografia de ação e direção são consideravelmente mais competentes que Michael Bay. Knight sabe enquadrar uma cena onde você consegue entender o que está acontecendo e não abusa de recursos batidos como câmera lenta.

A mudança no visual dos robôs também é um avanço. Mais parecidos com os traços do desenho original (exceto os Decepticons que retém bastante o visual dos filmes de Bay. Seria uma crítica velada?), o Bumblebee novo é todo fofinho e atrapalhad e, com certeza, vai virar o favorito da garotada. Ajuda bastante que o Autobot contracena com Hailee Steinfeld, uma das atrizes jovens mais versáteis de sua geração e ela ajuda a construir aquele blockbuster divertido e descompromissado que parece ter sumido dos calendários, cada vez mais recheados, dos estúdios.

Vale a pena?

Com exceção das referências musicais dos anos 80 que as vezes atingem níveis Esquadrão Suicida de aleatoriedade e inserção, Bumblebee é uma aventura simples, sincera e divertida na medida certa. A garotada vai se encantar com essa nova versão do personagem, os fãs da série finalmente vão ver os visuais clássicos adaptados para o live-action e os fãs da franquia ainda terão uma boa dose de explosões, tiros e ação. Vá ver sem dó!

Bumblebee estreia nos cinemas brasileiros dia 25 de Dezembro e não se preocupe, não é exatamente uma prequela dos filmes anteriores, mas sim um reboot que pega alguns elementos do primeiro longa.

Até a próxima!

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Nota
10
Nota
O bom
  • É um Gigante de Ferro para uma nova geração, e isso é ótimo.
  • O protagonista é apaixonante.
O ruim
  • O uso excessivo de músicas dos anos 80 fica um pouco descarado.
  • Direção
    10
  • Roteiro
    10
  • Enredo
    10
  • Elenco
    10
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