Capitã Marvel filme crítica

CRÍTICA | Capitã-Marvel demora para acertar e empolga pouco

Certamente você vai se divertir, mas...

Apesar de divertido, Capitã Marvel é uma aventura morna

Após 11 anos de Marvel Studios, uma quantidade enorme de filmes e sucesso absoluto, a Marvel introduz seu primeiro filme protagonizado por uma personagem feminina em Capitã Marvel. Será que depois de tanta espera, deu certo?

Capitã Marvel

A história começa com Vers (Brie Larson), uma soldada membro de um grupo de elite do Império Kree (o mesmo de Ronan, o Acusador de Guardiões da Galáxia). Eles estão travados em um longo conflito contra os Skrulls, uma raça alienígena com a habilidade de assumir diferentes formas.

Durante uma missão, Vers descobre seu passado no planeta Terra e suas origens, assim, vem parar aqui nos anos 90 e gradualmente descobre quem ela é, a verdade por trás da guerra e o motivo por trás de seus impressionantes poderes. Ao longo da jornada, ela conhece Nick Fury (Samuel L. Jackson), um agente de uma agência governamental chamada S.H.I.E.L.D..

Ação e Comédia

Os momentos cômicos funcionam bem, Larson consegue alternar confortavelmente entre os momentos mais cômicos e heroicos, lembrando bem a caracterização da personagem na saga escrita por Kelly Sue DeConnick. A dinâmica de dupla improvável funciona bem e, apesar dos anacronismos dos anos 90, o filme mais parece um coletivo de memórias afetivas da época do que um retrato realista do período.

O problema começa na ação. Os diretores Anna Boden e Ryan Fleck, conhecidos por seus filmes independentes Mississippi Grind (2005) e Se Enlouquecer, Não se Apaixone (2011), simplesmente não chegam num acordo em como compor cenas de ação ou como exibir de forma marcante os poderes impressionantes da protagonista.

É inevitável, pelo baixo volume de filmes protagonizados por mulheres do gênero, não traçar comparações com Mulher-Maravilha. A personagem da DC criou verdadeiros momentos icônicos para mostrar a ascensão da heroína, a famosa cena da terra de ninguém e o ataque à cidade belga foram extremamente impactantes. O momento do ápice de Capitã Marvel, quando a heroína chega à descoberta de seu verdadeiro potencial, é um pouco decepcionante.

E as cenas de combate, mal enquadradas e dirigidas, mais confundem do que empolgam. Se não fosse pela leveza dos momentos cômicos e o carisma da protagonista, este longa estaria entre os mais esquecíveis do universo compartilhado.

A reviravolta dos antagonistas, um pouco previsível pela premissa e pela tradição da Marvel de colocar o ator mais famoso como personagem de reviravolta, ainda traz bons momentos, mas causa um pouco de arrasto no ritmo da trama.

De qualquer forma, Capitã Marvel introduz um capítulo importante na origem dos Vingadores e traz algumas promessas para Vingadores: Ultimato. No mínimo você vai se divertir, e isso já é muito.

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Nota:
6.6
Nota:
O bom
  • Goose o gato é fiel aos quadrinhos, e isso é sensacional.
  • Ben Mendhelson no papel de Skrull traz um tipo de personagem não muito frequente nos projetos da Marvel
O ruim
  • Direção amadora e cenas de ação sem fôlego.
  • Direção
    6
  • Roteiro
    6
  • Elenco
    7
  • Enredo
    7.5
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