2ª temporada de Castlevania

CRÍTICA | Castlevania - 2a Temporada

Castlevania na Netflix fez um milagre: adaptou um game e ficou bom Rápido, pense em todas as adaptações de games para cinema e séries. Alguma foi boa? Não né?...

Castlevania na Netflix fez um milagre: adaptou um game e ficou bom

Rápido, pense em todas as adaptações de games para cinema e séries. Alguma foi boa? Não né? Hoje é praticamente inevitável que qualquer novo projeto destes, o hype vai ser extremamente artificial e a empolgação do público praticamente inexistente. Lembra de como o Tom Holland estava todo empolgado falando que sua adaptação de Uncharted vai ser uma prequela e ele vai interpretar um Nathan Drake mais jovem? E ele se achando o máximo porque isso foi “ideia dele”? Irado né? Três coisas que sempre são “sucesso”: adaptação de game, história de origem e input de ator. Aí entra Castlevania… e olha, a gente precisa conversar.

Netflix Castlevania

Inspirado em Castlevania 3, considerado por muitos a melhor edição da série da Konami, com roteiro do genial Warren Ellis e produzido por Adi Shankar (o mesmo cara que fez aquela versão adulta de Power Rangers), é uma obra prima. A animação traz Dracula (Graham McTavish), o malvadão dos games, em uma nova roupagem.

Ele se apaixonou por Lisa Tepes (Emily Swallow), uma mulher dedicada à ciência que manda o vampirão dar umas voltas pelo mundo para aprender como as pessoas são e ser menos antagonista de série de video game. Tudo vai bem por um tempo e Dracula até aprende a tolerar a humanidade. Isto é, até um belo dia que sacerdotes da igreja encontram Lisa e decidem queima-la na fogueira porque ciência = bruxaria. Ao descobrir que a patroa virou cinzas, Dracula declara guerra contra a humanidade e começa uma campanha sanguinária para extermina-la.

Para impedi-lo, surge Trevor Belmont (Richard Armitage), o último guerreiro da linhagem dos lendários caçadores de monstros, Sypha Belnades (Alejandra Reynoso) uma maga da ordem dos Speakers e Alucard (James Callis), um dhampir – meio humano, meio vampiro – e filho de Dracula que jurou impedir que seu pai destrua o mundo.

A segunda temporada

A segunda temporada conhecemos mais os antagonistas e a história se separa em duas narrativas. Por um lado, Trevor, Sypha e Alucard encontram as ruínas do castelo Belmont e uma área secreta onde todas as armas e conhecimento acumulados pelo clã estão armazenados. Lá, estudam métodos para derrotar Dracula e seus asseclas e aos poucos se conhecem melhor.

Do outro lado, acompanhamos as intrigas da corte vampiresca do Dracula. Apesar de sua brutal missão, o rei dos vampiros perdeu o interesse nos detalhes e na minúcia. Ele confia que seus forjadores humanos, Hector e Isaac, continuarão criando criaturas da noite para invadir as cidades, mas de resto, pouco se importa com o que acontece. Aos poucos, dissidentes começam a tramar para tomar seu trono.

O que funciona

Estes games mais antigos com pouca trama funcionam muito bem em adaptações. De repente, aquele punhadinho de pixels que pula e bate com chicote não é só o protagonista do game, mas sim um personagem fascinante que sucumbiu à pressão do gigantesco legado de seu nome e não superou o trauma da perda de seu lar de infância. O ultra bad-ass Alucard mostra-se que por trás da frieza de um guerreiro da noite existe um filho que encara a difícil decisão de matar o próprio pai, e o próprio Dracula, que poderia ser apenas um vilão genérico, é uma das criaturas mais fascinantes de Castlevania.

Além disso, as cenas de ação são brilhantemente coreografadas e todo o diálogo tem aquela dose de ironia mordaz de Warren Ellis que faz todos os personagens se comportarem como um britânico amargo louco de gin.

Como bônus, a segunda temporada tem mais do que míseros quatro episódios, então a narrativa anda muito mais. Pode curtir sem dó.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
10
Nota
O bom
  • Até a água benta tem uma sacada genial.
  • Um dos melhores finais de temporada que você vai ver.
O ruim
  • Precisamos de uma temporada com 23 episódios.
  • Direção
    10
  • Roteiro
    10
  • Elenco
    10
  • Enredo
    10
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