Veja nossa crítica de Chernobyl, a série sobre o desastre em Pripyat que contaminou tudo com radiação. A série de Chernobyl é exclusiva da HBO. Confira!

CRÍTICA | Chernobyl – A forma mais bela de contar uma história aterrorizante

Veja nossa crítica de Chernobyl, a série sobre o desastre em Pripyat que contaminou tudo com radiação. A série de Chernobyl é exclusiva da HBO. Confira!...

Baseado em relatos de sobreviventes, Chernobyl é um exercício de horror e suspense raramente visto na televisão

Considerado o maior desastre nuclear da história da humanidade, a explosão do reator quatro da usina de Chernobyl em abril de 1986, não só mostrou que os horrores da era atômica não se limitavam à bombas caindo do céu e que a radioatividade é uma força terrível quando não usada com responsabilidade. A nova minissérie da HBO relata de forma fria e distante os dias que sucederam o colapso do reator.

Um dia em Pripyat

No dia 26 de Abril de 1986, na usina nuclear Chernobyl, moradores da cidade de Pripyat testemunham uma explosão. O engenheiro chefe Anatoly Dyatlov (Paul Ritter) duvida que o incidente foi tão grande quanto sua equipe aponta e envia bombeiros e técnicos para apagar o fogo e manualmente esfriar as varas de controle para prevenir um derretimento nuclear na usina.

A explosão foi muito pior, a água está contaminada, assim como o ar. Todos que entraram em contato com o núcleo sofreram queimaduras e síndrome aguda de radiação. Enquanto a radiação se espalha, o comitê regulatório da usina decide ocultar o incidente e impedir a evacuação. Entra Valery Legasov (Jared Harris), o diretor do Instituto Kurchatov que investiga o desastre e tenta desesperadamente alertar o governo soviético sobre as consequências letais.

Situação Apocalíptica

Com os hospitais em Pripyat lotados de pessoas contaminadas, gradualmente o governo começa a tomar medidas para evacuar a região e conter a radiação. É uma batalha de ego, política e corrupção. Afinal, a União Soviética não pode parecer “fraca” perante o ocidente e, caso a radiação chegue além das fronteiras da nação, isto pode complicar a delicada balança estabelecida durante a Guerra Fria.

Ao longo da série acompanhamos os erros humanos, a complexa burocracia por trás do Conselho de Ministros e as consequências aterrorizantes da radiação que gradualmente contaminou os arredores de Chernobyl, matando centenas de pessoas e transformando a cidade de Pripyat em uma zona fantasma até os dias de hoje.

Os momentos onde as explosões, chamas e destruição são exibidos remetem ao A Morte num Beijo (1955) onde a energia radioativa é mostrada quase como uma força demoníaca e sobrenatural.

Pavor lento

Chernobyl, a minissérie, não está interessada em chocar ou ser sensacionalista. É um relato quase documental sobre uma história que trouxe de forma real e concreta os perigos da energia nuclear. Nem tudo sobre a série é fiel aos eventos históricos, mas vale ressaltar que ainda é uma adaptação dramática e não um documentário.

Vale a pena? Com certeza. É uma minissérie cabeça, algo que não vemos com tanta frequência apesar da grande quantidade de séries e projetos prestigiados pela crítica. Chernobyl não tem a intenção de chocar com reviravoltas sensacionalistas, violência gritante ou ritmo frenético. Ela traz o pavor apenas ao relatar de forma fria e direta os fatos antes, durante e depois do desastre.

Tudo isso, é claro, com uma direção fenomenal, um elenco afiado e um roteiro que não subestima a inteligência da audiência interessada no projeto. A série já está disponível na plataforma HBO GO e na HBO On Demand via TV por assinatura.

Até a próxima!

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Nota
10
Nota
O bom
  • Prepare o estômago. As cenas do desastre são aterradoras.
  • Direção
    10
  • Roteiro
    10
  • Elenco
    10
  • Enredo
    10
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