Christopher Robin - Um Reencontro Inesquecível, Ursinho Pooh

CRÍTICA | Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível

Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível. Nada novo, nem excepcional,  mas bom para passar uma tarde fria. Revisitar a infância pode ser desastroso. O quintal de grandes brincadeiras não...

Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível. Nada novo, nem excepcional,  mas bom para passar uma tarde fria.

Revisitar a infância pode ser desastroso. O quintal de grandes brincadeiras não é tão gigantesco quanto parecia, os heróis e monstros estão jogados em alguma caixa e se a árvore que tinha um balanço cedeu espaço à garagem, tanto melhor. Na lembrança terá sempre o mesmo tamanho e a mesma força. Mas é essa viagem perigosa que Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível decide fazer.

Mais do que um sucesso, os livros infantis de A.A. Milne ambientados no Bosque dos Cem Acres, tornaram-se um fenômeno cultural, eclipsando todo o restante do trabalho do escritor, que inclui peças, romances, roteiros para cinema e poesia. As histórias do Ursinho Pooh e seus amigos também mantiveram Christopher Robin, filho do autor, eternamente um menino.  O filme descongela Christopher, que após as experiências muito britânicas do colégio interno e da Segunda Guerra Mundial, torna-se um adulto vivido por Ewan McGreggor. E como adulto, dedica-se às obrigações sérias e responsabilidades, afastando-se da esposa, Evelyn (Hayley Atwell) e da filha, Madeline (Bronte Carmichael).

É um filme família que repete o tema de que as pessoas são mais importantes e o tempo ao lado delas insubstituível.

Não é preciso muito esforço para saber onde a história vai dar. Christopher, embora vivendo no pós-guerra europeu, é uma referência óbvia aos adultos do século 21, e porque não também aos adolescentes e crianças com suas agendas de executivos. Ocupado, estressado, mais preocupado em preparar a filha para o mundo adulto do que em viver a infância dela. É também fácil entender porque a produção escolheu dar a Christopher uma filha e não um garoto que reprisasse sua história. Madeline mostra que o filme apoia o protagonismo feminino, ainda mais quando a esposa de Christopher tem tão pouco a fazer no enredo.

Acordado de seu longo sono por um momento crítico como Excalibur que deve surgir quando for necessária, Pooh é quem surge magicamente em Londres para lembrar Christopher sobre o que é importante. Lento na primeira metade, o filme ganha velocidade a partir daí, levado por McGreggor, uma dose de humor e nosso anseio nostálgico de tempos simples quando crianças brincavam com bichinhos de pano. Produzidos a partir dos brinquedos reais que pertenceram a Christopher Robin e estão hoje na Biblioteca Pública de Nova York, Pooh (Jim Cummings, voz do personagem por quase 30 anos), Tigrão (também Cummings), Bisonho (Brad Garrett), Coelho (voz do Dr. Who, Peter Capaldi), Leitão (Nick Mohammed), Corujão (Toby Jones), Kanga (Sophie Okonedo) e Roo (Sara Sheen) a princípio não convencem, principalmente em movimento, mas acabam ganhando simpatia com o tempo em cena. É um filme família que repete o tema de que as pessoas são mais importantes e o tempo ao lado delas insubstituível. Nada novo, nem excepcional,  mas bom para passar uma tarde fria.

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7
O bom
  • O visual do Bosque dos Cem Acres é irretocável e bastante fiel aos livros de A.A. Milne.
  • Mark Gatiss está ótimo como o estereótipo do chefe sem noção e desagradável, perfeito para ser odiado.
O ruim
  • A falta de expressão facial de Pooh pode ser um tributo à fidelidade aos bichinhos de pano originais, mas incomoda.
  • O filme demora para acertar o ritmo, o que deixa a primeira parte bastante cansativa.
  • Direção
    7.0
  • Roteiro
    6.0
  • Elenco
    7.0
  • Produção/ Fotografia
    8.0
Categorias
CriticasFilmes

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