[CRÍTICA] Conspiração e Poder – Cate Blanchett e SUA verdade

Conspiração e Poder já está em cartaz nos cinemas! Uma coisa é certa: independente da temática do filme, uma excelente atuação sempre deixa uma marca no telespectador. Em Conspiração...

Conspiração e Poder já está em cartaz nos cinemas!

conspiracao-e-poder-cate-blanchett-1Uma coisa é certa: independente da temática do filme, uma excelente atuação sempre deixa uma marca no telespectador. Em Conspiração e Poder, além de uma trama fortíssima e super intrigante, Cate Blanchett simplesmente não erra. Sua personagem é tão bem interpretada que ousamos dizer que ela será reconhecida em alguma premiação de cinema na próxima temporada. E merece. Merece muito! Para começar, o longa investigativo procura provas sobre o ex-presidente dos EUA George W. Bush referente ao suposto encobrimento de sua ausência em campo na Guerra do Vietnã. Alguns indícios chegaram às mãos de Mary Mapes (Blanchett), a produtora do programa 60 Minutes, que rapidamente reúne uma equipe de jornalistas para confirmar tais provas. Ao lado do veterano apresentador e âncora Dan Rather (Robert Redford), seu grupo de trabalho começa uma corrida contra o tempo para conseguir algum impacto na reeleição de Bush por meio de tais comprovações. Mas será que suas provas serão suficientes? Ou melhor, será que estas serão verossímeis?

Conspiração e Poder é um daqueles filmes que, para fã do gênero jornalístico, prende a atenção do começo ao fim. Com uma bela fotografia e dirigido por James Vanderbilt (roteirista de Zodíaco, O Espetacular Homem-Aranha e Independence Day: O Ressurgimento), sua trama é tecida com maestria e reviravoltas que mexem com o psicológico dos envolvidos em cena e da audiência. Sem dúvida um filme muito poderoso que passará em branco nos cinemas por competir com Batman vs Superman: A Origem da Justiça que também está em cartaz.

Além da perturbadora atuação de Blanchett, o elenco ainda é formado por Elizabeth Moss (Mad Men), Topher Grace (Interestelar), Dennis Quaid (A Qualquer Preço) e Bruce Greenwood (Star Trek). Mesmo tendo alguns problemas de ritmo aos explorar a vida pessoal dos personagens e talvez um pé no sensacionalismo, a retratação desta história cumpre com o quesito “informação” dentro de sua estrutura narrativa baseada em fatos reais. Afinal, como a imprensa “peita” um dos presidentes mais importantes que os EUA teve com tal “acusação”? O mal uso de um sobrenome e o poder que isso têm interfere na vida de muitas pessoas e, com certeza, no futuro de um país.

O longa não fica atrás de filmes como O Mensageiro (2014) e Spotlight: Segredos Revelados (2015), o grande vencedor do Oscar 2016. Procure a programação dos cinemas e invista um belo balde de pipoca. Vale a pena.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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